Foram executados oito mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), em apoio à 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Sidrolândia, deflagrou nesta quarta-feira (26) a Operação Camuflagem. O nome faz referência à suposta estratégia de ocultar a real origem e titularidade de recursos financeiros por meio de uma rede criada para dissimular movimentações bancárias.
A nova fase é resultado do aprofundamento das investigações relacionadas às etapas anteriores da Operação Tromper. O foco agora é apurar a possível prática de lavagem de dinheiro, especialmente na modalidade de ocultação e dissimulação de bens, direitos e valores.
Segundo o MPMS, foram identificados indícios de que um dos integrantes da organização criminosa já investigada estaria utilizando uma estrutura organizada de apoio, formada por pessoas físicas e jurídicas interpostas. O objetivo seria movimentar recursos, esconder patrimônio e dificultar o cumprimento de decisões judiciais de bloqueio e constrição de bens.
As apurações apontam que o esquema envolveria o uso de contas bancárias em nome de terceiros, empresas registradas formalmente em nome de comparsas e a interposição de pessoas para realizar pagamentos e transações financeiras em benefício do investigado e de familiares, inclusive durante período de segregação cautelar.
No cumprimento das medidas judiciais, foram executados oito mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão, todos expedidos pelo Poder Judiciário após representação do Ministério Público.
De acordo com o MPMS, a Operação Camuflagem integra o conjunto de ações institucionais voltadas ao enfrentamento da corrupção e da lavagem de capitais no município de Sidrolândia, reforçando o trabalho de investigação e responsabilização dos envolvidos.




















