Delegado da PF Fernando Rodrigues da Silva em coletiva da Polícia Federal – Foto: Guilherme Cavalcante

Denúncias apuradas pela PF seriam de venda e distribuição de lotes de forma irregular pelo cacique da aldeia

A Operação Águas Turbulentas, deflagrada na manhã desta quarta-feira (17) para desarticular um grupo de indígenas supostamente armados, não teria encontrado nenhum tipo de armamento. Dos cinco mandados de busca e apreensão, quatro foram cumpridos, todos na Aldeia Água Bonita, na região do Nova Lima, em Campo Grande.

Segundo o Jornal Midiamax, informações passadas pelo delegado da Polícia Federal Fernando Rodrigues da Silva são de que a investigação existe desde 2016, a partir de denúncias contra o ex-cacique da aldeia, Nito Nelson, que morreu em abril deste ano. Segundo as ocorrências registradas, o ex-cacique e outros 4 indígenas usariam de violência, com uso de armas de fogo, para intimidar moradores e extorqui-los, além de fazerem distribuição de lotes de um programa habitacional da Agehab (Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul).

Segundo a PF, ao menos quatro boletins de ocorrência teriam sido registrados contra Nito desde 2016. Seis famílias foram ouvidas pela polícia para esclarecimentos, em inquérito que também investiga, além das denúncias de truculência e violência contra moradores, se havia algum tipo de distribuição, compra ou venda ilegal dos lotes do programa habitacional. Segundo a PF, na aldeia vivem aproximadamente 190 famílias, um total de 560 indígenas.

Na manhã desta quarta-feira, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão durante a operação, que não encontrou nenhum armamento. Ainda de acordo com o delegado, a situação na aldeia agora estaria pacificada com a nova eleição de uma cacique para o local.