Jaime Verruck, Reinaldo Azambuja e André Pepitone trataram do estudo nesta quinta-feira – Foto: Chico Ribeiro

Estudo elaborado pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) em conjunto com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mapeou sete pontos na bacia do Rio Pardo onde podem ser construídas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) com capacidade de geração de energia de 130 megawatts (MW) – o suficiente para atender uma população de um milhão de pessoas.

Inédito no Brasil, segundo o secretário Jaime Verruck (Semagro), o estudo cria uma nova dinâmica na relação dos setores elétrico e ambiental, já que dá segurança jurídica aos investidores do setor elétrico quanto às emissões de licenças ambientais. Na prática, o estudo “Inventário Participativo do Potencial Hidrelétrico do Rio Pardo” sinaliza que PCHs podem ser instaladas nos sete pontos mapeados sem danos ambientais.

O inventário prevê a instalação de centrais hidrelétricas nos seguintes pontos da bacia do Rio Pardo: Barreiro, São Sebastião, Cachoeira Branca, Botas, Recreio Jusante, Ribas e Cervo. Com as novas usinas, Mato Grosso do Sul pode receber investimentos privados que totalizam R$ 1 bilhão. “E recursos investidos nessa área significam geração de emprego e aumento da oferta de energia elétrica”, afirmou o governador Reinaldo Azambuja.

Segundo o diretor-presidente da Aneel, André Pepitone, o inventário revela ainda que Mato Grosso do Sul pode praticamente dobrar a geração de energia elétrica se os sete novos empreendimentos forem instalados na bacia do Rio Pardo. “MS tem praticamente 300 MW de potência instalada. Com a oferta de outros 130 MW estamos praticamente aumentando em 50% a capacidade de geração hidráulica do Estado”, diz.