Em 2007, Mato Grosso do Sul tinha 4.221 indústrias. O número saltou para 8.215 em 2017 e elevou consigo a quantidade de sul-mato-grossenses empregados pelo setor, que eram 90.888 e passou para 120 mil no mesmo período. Assim como o PIB Industrial, que era de R$ 4 bilhões e hoje supera os R$ 20 bilhões, conforme dados do Radar da Fiems. A evolução da indústria regional nesta última década caminha lado a lado com a gestão do empresário Sérgio Longen à frente da Federação, que em 2017 completa dez anos.

Em tom de comemoração, a reunião ordinária da diretoria da Fiems, realizada todos meses no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), foi transferida para o EcoSesi (Observatório Socioambiental do Sesi), em Bonito (MS), nesta sexta-feira (30/06). Nostálgicos, aqueles que acompanharam os primeiros passos da Fiems comentaram o crescimento da indústria no Estado e as ações que alavancaram o desempenho do setor.

Longen destacou estar contente com o fato de que o encontro de diretores, conselheiros e parceiros, que, de alguma forma, contribuíram para o sucesso das ações do Sistema Fiems, tenha acontecido no EcoSesi, um espaço pensado por ele para fomentar boas práticas da indústria no quesito socioambiental. “O Sesi de Bonito é uma unidade concebida na nossa gestão e é importante que os diretores estejam nesse ambiente, onde normalmente discutimos ações que envolvem gestão ambiental. Ainda mais porque temos essa oportunidade, na reunião da diretoria comemorativa aos 10 anos de gestão, de discutir avanços no setor econômico, debater e alavancar o desenvolvimento da indústria de Mato Grosso do Sul”, mencionou.

Um dos fundadores da Fiems, o empresário Irineu Milanesi lembra que os trabalhos da entidade começaram de forma tímida, 37 anos atrás, e afirma que o perfil visionário de Longen deu outra cara à Federação. “Naquela época a indústria representava algo muito novo para o nosso Estado, que era essencialmente agrário e menos industrial. Os empresários que aqui estavam eram pioneiros, então, era um trabalho parcimonioso, mas que, de certa forma, conseguiu acompanhar o contexto do Brasil naquela época”, recordou-se.

Ele acrescenta que o Estado foi crescendo e o Sérgio Longen, quando assumiu a Presidência, começou a tocar a Federação realmente com a cabeça de empresário, tendo um resultado muito positivo. “E isso tem trazido muita satisfação para a sociedade, para nós diretores, eu, por exemplo, que acompanhei desde o começo. Alguma graça divina mandou ele aqui para gente, um camarada trabalhador e batalhador. Antes, talvez, ficássemos naquela situação de ter que responder o que a Federação, o que o sindicato faz, hoje, a Fiems se projetou, e levou os sindicatos com ela. Temos uma instituição pujante, moderna, com um legado muito maior do que se via anos atrás”, comentou o diretor da Fiems.

Hoje primeiro vice-presidente regional da Fiems, Luiz Cláudio Fornari está há 30 anos na Federação e avalia que, atualmente, a entidade rompeu a barreira do Estado e alcançou a representatividade em todo o País. “O Sérgio deu uma cara nova para a Fiems. Cada tempo é um tempo, só que nessa gestão houve uma total renovação de linha de atuação. Aquilo que se fazia dava certo antes desses dez anos, período em que muita coisa também foi construída, mas a grande verdade é que a assunção deste grupo, liderado pelo Sérgio, deu outro tom, o tom que a indústria tinha que tomar à frente do desenvolvimento do Estado. Essa grande mudança que vem acontecendo nesses últimos dez anos, os números, a indústria quase não representava nada na economia do Estado, hoje, ocupa o segundo setor mais importante, o que se deve exatamente a esse trabalho do Sérgio”, analisou.