Na Fiems, empresários e estudantes de moda aprendem a adequar modelagem para exportação

Empresários e estudantes do segmento do vestuário participaram, nesta quinta-feira (01/06), de um curso promovido pelo CIN (Centro Internacional de Negócios) da Fiems em parceria com o Sebrae/MS, na sala de treinamento do IEL, em Campo Grande (MS). A capacitação “Desenvolvimento de Coleção e Adequação de Modelagem Internacional” foi conduzida pela especialista na área de modelagem do vestuário e pesquisadora Sheylla Góes de Araújo Couto, do Senai Cetiqt, do Rio de Janeiro (RJ), e faz parte do projeto de inserção internacional competitiva de pequenos negócios.

A gerente do CIN da Fiems, Fernanda Barbeta, explica que uma série de fatores precisam ser levados em consideração a partir da decisão de exportar. “A adequação das proporções da modelagem para o mercado internacional, por exemplo, é um ponto que merece atenção. Além disso, a instrutora abordou as etapas e registros do processo de desenvolvimento de uma coleção de moda, com ênfase na diferenciação do produto através do design”, explicou.

Segundo o presidente do Sindivest/MS, José Francisco Veloso Ribeiro, a capacitação integra uma série de ações demandadas pelo Sindicato para melhorar a competitividade das empresas do segmento e promover a integração com novos mercados. “É importante possibilitar novos conhecimentos para as empresas do vestuário, melhorando assim os processos para desenvolvimento de coleções e modelagem, atendendo a normas internacionais”, pontuou.

De acordo com a instrutora Sheylla Góes de Araújo Couto, para fazer moda é preciso conhecer o mercado e focar em um público específico. “Por isso dediquei boa parte da capacitação ao desenvolvimento de coleções e à importância da adequação da modelagem para exportação. Se a empresa optar por comercializar com determinado país, faz-se imprescindível uma ampla pesquisa para conhecer as características do referido público”, detalhou.

Irlanda Cabral Coelho, proprietária da Kibela, indústria campo-grandense de moda fitness e praia, fez o curso porque está determinada a conquistar mercados internacionais. “No momento, produzimos muito mais do que o mercado interno consegue absorver. Por isso vou começar a estudar o processo de exportação com foco na Europa, que aceita muito bem a moda praia brasileira”, disse.

Já Elizangela Dantas da Nova, estudante de moda, participou da capacitação por entender necessária a ampliação do leque de conhecimento. “Já estou no mercado trabalhando com bordados automatizados. A partir do momento que decidi estudar moda, estabeleci como prioritária a aquisição do máximo de informações e conhecimentos possível. E esse curso, especificamente, foi surpreendentemente útil e esclarecedor”, pontuou.