Alessandro Boigues, presidente da Asumas, na solenidade de posse da Frente Parlamentar para Desenvolvimento da Suinocultura da ALEMS – Foto: Assessoria

Mato Grosso do Sul já abateu 2 milhões de suínos em 2019, ultrapassando os 1,8 milhão de 2018. O Estado caminha para se tornar um dos principais produtores de suínos do país. No ranking atual ocupa a 7ª posição entre os estados que se dedicam à suinocultura, com o objetivo de ser tornar o 4º maior produtor brasileiro nos próximos anos.

Os números foram apresentados pelo presidente da Asumas (Associação Sul-matogrossense de Suinocultores de Mato Grosso do Sul), Alessandro Boigues, durante a solenidade de posse da Frente Parlamentar para Desenvolvimento da Suinocultura da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. A posse ocorreu nesta quinta-feira (17).

A carne suína é a mais consumida e produzida no mundo, com 113,5 milhões de toneladas. Já no Brasil a maior produção é a de aves, seguida por bovina e suína em terceiro. Europa e China são os principais produtores de suínos, enquanto os Estados Unidos é o principal produtor de aves.

O Brasil desponta como o 4º maior produtor de suínos, com 3,97 milhões de toneladas/ano e o 5º consumidor com 3 milhões de toneladas/ano. “Ainda estamos engatinhando na produção de suínos, mas temos uma oportunidade gigante de crescer nesse setor”, afirma o presidente da Asumas, Alessandro Boigues.

Para ele, uma das estratégias para continuar expandindo fronteiras, está em focar nos mercados consumidores que mais importam a carne suína do Brasil, que são a China, Japão, México e Coréia do Sul. “São grandes mercados consumidores, mas que buscam fornecedores que atendam vários requisitos de biosseguridade, entre eles, que sejam livres da febre aftosa sem vacinação”.

Atualmente Mato Grosso do Sul tem quase 74 mil matrizes distribuídas em 34 propriedades, além de crechários em 21 propriedades, com capacidade para 127 mil cabeças e terminação em 287 locais com capacidade para 681 mil cabeças. Em 2018 o Estado alcançou a maior produtividade do país.

A previsão é de que em 2023, o Estado esteja abatendo 10 mil de animais nas duas unidades frigoríficas em MS. “Temos condição de crescer de forma sustentável devido ao perfil do suinocultor, que produz em escala, com sustentabilidade ambiental, econômica e social, com alto padrão de biosseguridade, gestão e visão empreendedora. Muitos estão interessados em ampliar”, finaliza o presidente da Associação.