MPF e MPMS solicitam de ministro informações sobre aquisição de medicamentos do “kit intubação”

Há perigo iminente de desabastecimento dos medicamentos que integram o chamado “kit intubação” nas unidades de saúde de Mato Grosso do Sul

Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) enviaram ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, nesta terça-feira (30), ofício no qual informam a situação de perigo iminente de desabastecimento dos medicamentos que compõem o chamado “kit intubação” nas unidades de saúde do estado. Pedem ainda que, no prazo de cinco dias úteis, o ministro informe quais providências estão sendo tomadas para reverter o quadro, esclarecendo se há perspectiva de aquisição direta dos medicamentos.

O documento foi expedido no bojo de Inquérito Civil instaurado em 25 de março pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão com o objetivo de “apurar a (ir)regularidade no fornecimento de medicamentos do ‘kit intubação’ aos pacientes da covid-19 em Mato Grosso do Sul durante o regime de requisição administrativa determinado pelo Ministério da Saúde)”.

Por meio do inquérito, o MPF já havia oficiado a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande e a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul requisitando informações sobre a efetiva entrega dos medicamentos, além do monitoramento do consumo e atual estado de abastecimento nas unidades de saúde. Cumpre destacar que, de acordo com ampla divulgação na imprensa, a gestão federal do SUS teria realizado acordo com o Laboratório Cristália para a disponibilização de 1,4 milhão de unidades dos aludidos medicamentos.

Em reunião com o MPMS, o Hospital Regional, a Santa Casa de Campo Grande, a Unimed Campo Grande, o hospital El Kadri, o hospital do Pênfigo e o Hospital de Câncer Alfredo Abrão informaram que trabalham com baixo estoque de sedativos e bloqueadores musculares, notadamente insuficiente para a demanda atual.

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