
A Prefeitura de Dourados divulgou nesta quinta-feira (16) um novo relatório epidemiológico que confirma mais um óbito por chikungunya no município. A vítima é um homem de 63 anos, morador do bairro Parque das Nações II, enquanto foi descartada a suspeita de morte da doença em uma menina de 10 anos, não indígena.
De acordo com o boletim, o paciente confirmado possuía comorbidades, apresentou os primeiros sintomas no dia 7 de abril e chegou a ser internado em um hospital particular. O óbito ocorreu na segunda-feira (13), sendo confirmado posteriormente após análise laboratorial realizada pelo Lacen.
Com a atualização, Dourados passa a contabilizar oito mortes por chikungunya desde o início da epidemia. Os demais casos fatais registrados envolvem, em sua maioria, pacientes indígenas, incluindo idosos, adultos e dois bebês, o que reforça a gravidade da doença em diferentes faixas etárias.
Ainda conforme o relatório, permanece em investigação a morte de um adolescente indígena de 12 anos. O paciente não apresentava comorbidades, teve início dos sintomas no fim de fevereiro e morreu no início de abril, aguardando conclusão diagnóstica.
Os números da doença seguem em patamar elevado no município. São 1.747 casos confirmados, 3.083 em investigação e 841 descartados, além de 5.671 notificações registradas. A taxa de positividade também preocupa, atingindo 67,5%, o que indica alta circulação do vírus.
Na rede de saúde, o impacto já é significativo. O documento aponta aumento de internações e início de sobrecarga nas unidades básicas, serviços de urgência e leitos hospitalares, especialmente na área urbana, onde a demanda por atendimento cresce de forma contínua.
Entre as unidades com maior volume de atendimentos estão as UBS do Joquei Clube, Seleta, Parque do Lago II, Santo André, Maracanã e Parque das Nações II — esta última localizada na região onde ocorreu a morte mais recente, considerada uma das áreas críticas para proliferação do Aedes aegypti.
O relatório também destaca mudança no perfil dos casos nas últimas semanas. Há predominância de registros agudos na população não indígena, enquanto nas aldeias Jaguapiru e Bororó foi observada redução. Nessas localidades, já foram contabilizados 1.461 casos confirmados, além de centenas de notificações descartadas e em investigação.
Veja o relatório epidemiológico AQUI.




















