Encontro foi realizado na tarde desta quinta-feira (19), em Campo Grande – Divulgação

“Uma mobilização interinstitucional sem precedente”. Foi dessa forma que o reitor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Fábio Edir dos Santos Costa, classificou o encontro realizado na tarde desta quinta-feira (19), em Campo Grande, com diferentes órgãos envolvidos na viabilização da Rota de Integração Latino-americana (Rila).

O objetivo do encontro foi realizar um levantamento integrado das diversas ações necessárias à construção da Rota. “Entendemos que a demanda não é só estrutural, vai ter que fazer concurso, normativas, instruções de serviço, e hoje nós estamos em tempo hábil para isso”, disse o superintendente do Dnit, Thiago Carim Bucker.

Durante o encontro, foi criado um grupo de trabalho para acompanhamento do projeto, com uma primeira demanda objetiva: cada instituição fará um levantamento das exigências e necessidades concernentes a suas respectivas áreas de atuação. Esses levantamentos serão apresentados e discutidos na tarde do dia 8 de maio, em encontro que acontecerá na unidade da UEMS em Campo Grande. “Até a obra ficar pronta, temos de dois a três anos, que é tempo suficiente para nos estruturar. Por isso a criação deste grupo de trabalho é tão importante”, completou Bucker.

A reunião, que aconteceu na sede do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), contou com a participação da UEMS, das secretarias estaduais de Infraestrutura (Seinfra), Fazenda (Sefaz), Governo (Segov), Ibama, polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF), da CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina), Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Receita Federal e o próprio Dnit.

Mobilização Universitária

Mais cedo, também nesta quinta-feira (19), uma outra ação marcou a mobilização universitária em torno da construção da Rila. Representantes do (Conselho de Reitores de Instituições de Ensino Superior de Mato Grosso do Sul (Crie-MS) apresentaram o projeto a lideranças acadêmicas da UFMS, com o objetivo de potencializar o engajamento em torno do Projeto.

O reitor da UEMS e presidente do Crie-MS destacou o protagonismo que as universidades têm tido na condução dos trabalhos da Rila. Fábio Edir liderou a organização da UniRila, grupo de suporte à Rota que que uniu universidades de Mato Grosso do Sul, Paraguai, Argentina e Chile.

O grupo, que já realizou um encontro internacional no final de 2017, tem como primeiro grande desafio o apoio à produção do Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) que possibilitará a construção da mais emblemática obra da Rila: uma ponte que ligará Brasil e Paraguai, através das cidades de Porto Murtinho e Carmelo Peralta.

A construção da ponte é vital para consolidar a Rila, encurtando em cerca de oito mil quilômetros a distância hoje percorrida pelas cargas brasileiras até os portos chilenos de Iquiqui, Antofagasta e Mejillones. Além dessa etapa, a viabilidade do novo corredor de cargas, turismo e outros serviços ainda depende da pavimentação de 600 quilômetros da Transchaco, entre Carmelo Peralta e a fronteira com a Argentina, ação que já está sendo desenvolvida pelos países vizinhos.

O Ministro das Relações Exteriores, João Carlos Parkison de Castro, que participou do evento, destacou a importância da parceria das Universidade. “Desde o começo, propus a criação de uma Rede Universitária para unir as Universidades dos quatro países onde o corredor cruza, e todas as universidades de Mato Grosso do Sul. Todas elas estão integradas na Rede, contribuindo com estudos e pesquisa”, destacou.

“Tanto o processo de construção, quanto a consolidação da rota vão gerar muitos estudos para mapear a transformação gerada por um empreendimento tão grande como este. E, como a maior universidade de Mato Grosso do Sul, é fundamental que estejamos presentes para contribuir”, apontou o Reitor da UFMS, Marcelo Turine.