Segundo ministra, tabelamento foi “um tiro no pé” para o setor produtivo – Assessoria

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, defendeu o fim da tabela do preço do frete de produtos transportados nas rodovias. A medida foi adotada em 2018, após uma paralisação de caminhoneiros no país. A declaração foi feita nesta segunda-feira (8), durante a abertura da Tecnoshow 2019, em Rio Verde, no sudoeste de Goiás

“Precisamos acabar com a tabela de frete. Ela foi feita em um momento de fragilidade do ano passado e já sabemos que foi um tiro no pé”, disse.

Ela afirma ainda que o sistema deve ser combatido por prejudicar o agronegócio. “O tabelamento do frete é ruim para os caminhoneiros. Tenho conversado muito com ministro Tarcísio Gomes de Freitas. Hoje a tabela de frete é perversa para o caminhoneiro e produtor. O ideal é que pudesse ter um acordo entre as partes e não de um tabelamento”, defendeu.

Na feira, ela também defendeu o cooperativismo no setor e eventos como a feira. Segundo a ministra, o “agronegócio está à frente do poder público” e que o governo está tentando simplificar e desburocratizar o sistema.

Reforma da Previdência

Durante seu discurso, a ministra também defendeu a aprovação da reforma da Previdência. Ela disse que “o remédio é amargo, mas é necessário”.

“Estive conversando com mais de 60 fundos internacionais e a primeira pergunta que se faz sempre é se vamos aprovar a reforma da previdência. Nós somos um dos mais procurados, mas se não fizermos o dever de casa, esse dinheiro não virá para cá”, defendeu.

A ministra também fez alguns compromissos, como garantir que haverá fundo para o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). De acordo com ela, mesmo que pouco, esse dinheiro está garantido.

“O recurso do FCO virá. Isso demora um pouco, mas a partir de março começou a fluir. Todos terão de volta o FCO. Não faltará recurso. Pode ser insuficiente, mas ele virá”, disse.

Plano Safra

Ainda segundo ela, a visita a Rio Verde é uma das ações para conseguir se aproximar dos produtores e avaliar como o ministério pode atuar. Uma das cobranças que ela enfrentou foi sobre a liberação do Plano Safra. De acordo com Tereza, ainda não há números prontos do PlanoSafra, mas que as negociações e conversas estão adiantadas.

“Nos dez primeiros dias de governo aprovamos R$ 6,5 bilhões novos para o Plano Safra. É pouco, mas é o que conseguimos. Isso para os pequenos e médios produtores. São muitas conversas para se chegar a um número final, mas estamos em fase adiantada”, completou.

A ministra disse ainda que em 2018 o valor conseguido para o Plano foi de R$ 221 bilhões. No entanto, ela avalia que esse valor representa um terço do que precisa ser investido no setor, que o ideal seria de “em torno de R$ 600 bilhões”.

Conforme Tereza, a solução é investir no mercado internacional. De acordo com ela, existe uma oportunidade se abrindo no mercado chinês, que enfrenta problemas com a peste suína africana, que atinge as produções na Ásia.

A ministra disse que está indo para a China nos próximos dias exatamente para tentar abrir essa oportunidade.

“Temos um setor de produção de carnes que pode aumentar rapidamente e mandar para suprir desse mercado chinês. Agregando valor já vendendo por exemplo a proteína. Cada vez que produzimos mais precisamos de novos mercados. Que a gente possa abrir esse mercado mais ainda para os produtos brasileiros”, afirmou.

Do G1