O brasileiro poderá ser obrigado a conviver com “aumentos brutais” de impostos no futuro se a reforma da Previdência não for aprovada. O alerta do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, veio em entrevista exclusiva a José Luiz Datena na Rádio Bandeirantes na manhã desta quarta-feira.

Segundo ele, a ideia de mudar as aposentadorias não está “sepultada”, mas vai ficar “suspensa” até terminar a intervenção federal no Rio. Questionado sobre a CPMF, Meirelles afirmou que a contribuição pune quem ganha menos e, sem descartar a volta, disse que por enquanto ela não é necessária.

Na entrevista à Rádio Bandeirantes, o ministro da Fazenda também admitiu que a maioria das medidas do pacote anunciado esta semana já tramita no Congresso.

Ele explicou que o governo quis deixar claro que elas passam a ter prioridade enquanto a reforma da Previdência não puder ser votada.

Sem polemizar com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que criticou a nova pauta econômica, disse que a bola agora está com o Congresso.

Henrique Meirelles espera um crescimento de 3% da economia e a geração de 2 milhões e meio de empregos este ano.

Ouvido por José Luiz Datena, no programa “90 Minutos”, o ministro da Fazenda voltou a dizer que só em abril vai decidir se será ou não candidato a presidente.