Marçal Filho tem apresentado projetos que beneficiam o consumidor em relação às contas de energia – Foto: Luciana Nassar

O deputado estadual Marçal Filho (PSDB) está elaborando uma série de requerimento de informações para investigar o aumento nas contas de energia elétrica em Mato Grosso do Sul. A CPI da Energisa foi aberta na semana passada na Assembleia Legislativa e apesar de não ser titular na Comissão formada por cinco parlamentares que vão conduzir os trabalhos, Marçal diz que vai contribuir para que as investigações sejam rigorosas.

“O empenho de todos os deputados pode garantir um bom resultado a toda população, por isso irei contribuir e colaborar, pois devemos respostas ao povo de Mato Grosso do Sul. Ajudarei nos trabalhos desta CPI, da forma que eu puder”, argumenta.

Marçal Filho acredita que os deputados federais e senadores deveriam abrir uma CPI que apurasse todo o sistema elétrico do País. “A Agência Nacional de Energia Elétrica [Aneel] deveria também ser investigada. Ela é a responsável pelo custo das tarifas de cada Estado da federação. A agência é que estipula o custo do Kilowatt hora (Kwh), e isso sem contar os impostos que incidem nas contas ou nas bandeiras diferenciadas a cada período do ano”, analisa o deputado.

O constante aumento nas contas de energia dos consumidores tem se intensificado desde o final do ano passado. Em alguns casos foi constatada alta superior a 500%. Marçal Filho tem acompanhado o caso e já realizou audiência na Assembleia com a presença de diretores da Energisa. No entanto, as explicações sobre o aumento não convenceu os deputados. A Energisa tem alegado que a onda de calor faz os consumidores gastarem mais energia.

Marçal Filho já apresentou projetos que beneficiam o consumidor em relação às contas de energia, um deles proíbe a cobrança do valor da conta mensal junto a parcelamento de débitos, multas e fraudes. Recentemente o governador sancionou projeto de Marçal que obriga as concessionárias de energia elétrica, a especificar nas faturas os valores cobrados a cada consumidor final, referentes à compensação aplicada em razão do furto de energia e suas perdas. O deputado está finalizando um terceiro projeto que versa sobre o valor cobrado retroativamente na leitura quando as últimas três anteriores foram feitas pela média em períodos mais frios, e não na residência do consumidor.