Ato marca dois meses da série iniciada contra lei de extradição – Foto: EPA

Centenas de manifestantes iniciaram nesta sexta-feira (9) um protesto no saguão de desembarque do aeroporto de Hong Kong, para pedir democracia e tentar conscientizar os visitantes sobre o ato. Este é mais um da série de protestos antigoverno e pró-democracia iniciada há nove semanas no território chinês. Durante a manifestação, o grupo entoou frases como “Reviva Hong Kong, a revolução dos nossos tempos”, além de distribuir panfletos e cartazes em diversos idiomas para explicar sobre o movimento feito para protestar contra a polêmica lei de extradição para a China.

“Nós não somos agitadores, isso aqui é uma tirania”, gritaram os militantes vestidos de preto que devem repetir o ato em todo este final de semana. O novo protesto ocorre no dia em que se completa dois meses desde o começo das mobilizações contra o projeto de lei de extradição que foi suspenso. Os militantes insistem em sua retirada final, bem como a renúncia da líder executiva local, Carrie Lam. Hoje cedo, o governo chinês chegou a ordenar que a maior companhia aérea de Hong Kong, Cathay Pacific, suspenda qualquer equipe que apoie os protestos. Além disso, nesta sexta, a China disse que há interferência do Estados Unidos nos atos e pediu para que os norte-americanos parem de se envolver imediatamente em Hong Kong e em assuntos internos chineses.

Segundo a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Hua Chunying, Washington precisa refletir sobre suas atitudes e palavras, denunciando o fato de que um funcionário do consulado dos EUA teria se reunido com os principais ativistas do protesto.

Turismo

Os protestos também estão testando o setor de turismo de Hong Kong, que, segundo fontes oficiais, registrou um declínio líquido nas últimas semanas. A entidade de turismo local indicou que, na segunda quinzena de julho, o número de chegadas caiu “dois dígitos” em relação ao mesmo período do mês anterior. As reservas de hotel para agosto e setembro também caíram significativamente, assim como a compra de passagens aéreas, como relatado pela Cathay Pacific.

O turismo é um pilar econômico para Hong Kong, com cerca de 5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Da AnsaFlash