Atendimentos foram realizados entre os dias 18 e 19 de novembro - Divulgação
Atendimentos foram realizados entre os dias 18 e 19 de novembro – Divulgação

Mais importante do que os 3.146 atendimentos realizados entre os dias 18 e 19 de novembro, foram as duas vidas salvas, mãe e filho, graças a ultrassonografia realizada que constatou o risco iminente de morte

Foram oferecidos nos dias do “Dia D de Saúde Indígena”, uma parceria, na área da saúde, entre o Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS), Secretaria de Estado de Saúde (SES), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e Hospital do Câncer de Barretos, 3146 atendimentos e procedimentos médicos.

Foram oferecidos serviços de Urologia, Ortopedia, Oftalmologia, Cardiologia, Dermatologia, Biópsia bucal, Ultrassom, Ecocardiograma, Eletroencefalograma, Saúde Bucal (UFMS), Saúde Bucal (SESAI), Mamografia (Hospital do Câncer de Barretos – HCB), Preventivo (HCB), Glicemia jejum, PSA, Posto de Saúde (Atendimento médico genérico), Saúde bucal (escovação), Saúde Bucal Odontomóvel.

Também foram emitidas carteiras de identidade (400) pela Secretaria de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul, carteiras de artesão pela Subsecretaria de Políticas Públicas para a População Indígena e disponibilizado espaço para os artesãos. As crianças tiveram vez em equipamentos disponibilizados pela Fundesporte, que também patrocinou um campeonato de futebol Inter Aldeias da região.

Vida Salva

Ainda que se ressalte a importância da ação para cada pessoa e para os órgãos públicos e profissionais envolvidos, duas vidas, mãe e filho, foram salvas graças à ultrassonografia realizada – a paciente aguardava por isso desde o início da gravidez. Foi constatado problemas na gestação e a paciente encaminhada por ambulância ao hospital municipal e submetida à cesariana de emergência. Mãe e filho estão salvos e bem. Compensou todo o esforço realizado pelas equipes da DSEI/DIASI e demais profissionais envolvidos.

Cura do corpo, cura da alma

A união das aldeias e das famílias marcou também o evento. A praça onde esteve montada a estrutura para acolhimento e atendimento se transformou num local para conversas, aproximações e reaproximações. Ninguém saiu, mesmo depois do atendimento, ficaram proseando por um bom tempo.

Afinal, mente sã em corpo são, os organizadores acreditam que o principal objetivo do Dia D da Saúde Indígena foi alcançado, e agradecem a parceria da Polícia Rodoviária Federal, dos Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, da Associação Brasileira de Odontologia, da Agraer e dos caciques, capitães, lideranças e da população das nove aldeias atendidas: Argola, Babaçu, Cachoeirinha, Lagoinha, Lalima, Acampamento Mãe Terra, Moreira, Morrinho e Passarinho.