Ex-presidente é investigado por suspeita de corrupção – Foto: Marcelo Camargo/ABr

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva permaneceu em silêncio durante o depoimento agendado pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (5) em Curitiba.

A decisão de não falar enquanto era questionado foi tomada por orientação da defesa do petista, que alegou não ter tido acesso aos documentos relativos à investigação contra Lula.

De acordo com o advogado Cristiano Zanin, a defesa “pediu para que o depoimento seja realizado depois do acesso à íntegra dos documentos”. “Ninguém é obrigado a depor sobre documentos ocultos”, ressaltou.

No entanto, a PF em Curitiba disse que todos os arquivos dos inquéritos podem ser acessados amplamente pelos advogados do ex-presidente.

O depoimento teve início por volta das 9h (horário local) e Lula se manteve em silêncio até às 11h, informaram as autoridades. A intimação havia sido decretada pelo delegado da PF Filipe Pace.

Preso desde o dia 7 de abril de 2018, Lula é alvo de mais dois inquéritos que analisam suspeitas de corrupção. Na primeira investigação, a polícia apura o pagamento de propinas pela construtora Odebrecht por meio de contratos ligados à construção de navios-sonda pela Sete-Brasil. Já no segundo inquérito, o ex-presidente é suspeito de liderar a formação de um cartel de construtoras envolvendo a obra de usina hidrelétrica de Belo Monte.

Lula, por sua vez, nega todas as acusações e, segundo seu advogado, “é o maior interessado em esclarecer a verdade dos fatos”. Inicialmente, o depoimento estava agendado para o último dia 22 de março, mas um dia antes foi suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após pedido da defesa do petista, que já havia alegado não ter tido acesso aos documentos.

No próximo domingo (7), Lula completa um ano preso depois de ter sido condenado a 12 anos e 11 meses por corrupção e lavagem de dinheiro no caso envolvendo o tríplex no Guarujá.

Da AnsaFlash