Longen destaca parceria do Sesi e Ministério da Cidadania para atender 800 mil jovens até 2022

Assinatura de convênio entre o SESI e o Ministério da Cidadania – Foto: José Paulo Lacerda

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, reforçou a importância do acordo celebrado nesta terça-feira (30/07), em Brasília (DF), entre o Departamento Nacional do Sesi e o Ministério da Cidadania para atender pelo menos 800 mil jovens, de 18 a 29 anos de idade que não estudam e nem trabalham, em programas educacionais que facilitam a inserção no mercado de trabalho. A parceria foi assinada pelo ministro Osmar Terra e pelo diretor do Departamento Nacional do Sesi, Robson Braga de Andrade, que também é presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

“Na minha avaliação, esse convênio é um avanço das tratativas da CNI com o Governo Federal. O ministro Osmar Terra nos trouxe, quando estávamos discutindo a construção desse convênio do Ministério com o Sesi Nacional, a preocupação nacional com a qualificação da mão de obra no Brasil e destacou essa questão dos ‘nem-nem’, ou seja, jovens que nem estudam e nem trabalham. Ficou claro que precisamos trabalhar na formação profissional dessa faixa da população em parceria com o Ministério da Cidadania e, nesse sentido, foi assinado esse convênio. Entendo que o acordo vai atender esses jovens no Brasil inteiro e estamos falando de uma receita de mais de R$ 2,3 bilhões que serão disponibilizados pelo Sesi Nacional no âmbito desse convênio”, pontuou Sérgio Longen.

Pelo acordo, os 800 mil jovens serão atendidos com reforço das disciplinas de Português e Matemática em módulos de 100 horas-aulas, com o desenvolvimento das habilidades socioemocionais integrados a cursos de qualificação profissional de 200 horas-aulas, em média. O programa ajudará a promover a empregabilidade e a geração de renda desta parcela da população em situação de vulnerabilidade, sendo contemplados os jovens inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal, com prioridade para os beneficiários do Bolsa Família.

Repercussão

“O Sesi tem um trabalho de reconhecida qualidade na oferta de educação básica e na educação de jovens e adultos, tendo como principal público os jovens das classes C, D e E. Esta parceria contribuirá para fortalecer este trabalho e para levar qualificação para muitos jovens, dotando-os das competências e habilidades exigidas pela indústria, o que deve trazer ganhos para a empregabilidade”, avaliou Robson Andrade. “Com esta parceria, a missão institucional e a função social do Sesi ficam ainda mais fortalecidas”, completou o diretor do Departamento Nacional do Sesi e presidente da CNI.  “O acordo ajudará uma parte da sociedade a mudar seu futuro”, afirmou Robson Andrade.

“Vamos capacitar os jovens chamados de nem-nem (nem estudam, nem trabalham) usando a grande capilaridade do Sistema S. Com isso, estamos dando mais um passo para oferecer uma alternativa de um futuro melhor para nossa juventude, associando nossos beneficiários à educação de excelência ofertada pelo SESI”, diz o ministro da Cidadania, Osmar Terra. “A parceria com o SESI é importante para que os jovens mais pobres não fiquem mais pobres”, destacou o ministro.

Oportunidade

As estimativas de atendimento nos estados e no Distrito Federal consideram a base industrial e será feita de proporcionalmente ao peso da indústria em cada Unidade da Federação. Assim, devem ser atendidos 44.318 jovens na Região Norte, 99.342 na Região Nordeste, 147.551 na Região Sul, 461.072 na Região Sudeste e 47.717 na Região Centro-Oeste. Há também um aumento progressivo no número de pessoas que serão atendidas ao longo dos próximos quatro anos, começando com 100 mil, em 2019, e chegando a 280 mil, em 2022. O atendimento e os investimentos previstos devem ocorrer da seguinte forma:

Emprego 

Os cursos serão oferecidos de acordo com as particularidades econômicas de cada região, de forma a atender com maior eficiência as demandas do setor produtivo local. “O profissional qualificado tem mais chances de manter o emprego e pode conseguir uma vaga mais facilmente quando a economia voltar a crescer”, afirmou o diretor-superintendente do Sesi Nacional, Rafael Lucchesi.

No caso específico da indústria, os cursos serão oferecidos considerando a capacidade instalada de cada estado e os dados do observatório do setor, que projeta o que os 28 setores industriais demandarão daqui a cinco anos em termos de qualificação técnica e competências, de acordo com a evolução dos meios de produção. Por meio do Mapa do Trabalho Industrial, por exemplo, a indústria conhece as ocupações mais exigidas por nível de qualificação e por unidade da Federação.

O que o Sesi Faz 

Criado em 1946, o Serviço Social da Indústria (SESI) tem como desafio desenvolver uma educação de excelência voltada para o mundo do trabalho e aumentar a produtividade da indústria, promovendo a saúde e segurança do trabalhador. O SESI oferece soluções para as empresas industriais brasileiras por meio de uma rede integrada, que engloba atividades de educação, segurança e saúde do trabalho e promoção da saúde.