Planilhas presas em operação revelam consórcio de traficantes na faixa de fronteira entre MS, Paraguai e Bolívia

Documentos apreendidos pela Polícia Federal na residência do empresário brasiguaio Antônio Joaquim, o Tonho, em Ponta Porã, apontam para consórcio internacional de tráfico de drogas. Foram encontradas planilhas e anotações que confirmam a existência de uma organização criminosa que atuava na importação de cocaína da Bolívia ao Paraguai. As informações são do Jornal Midiamax.

De acordo com informações do jornal O Globo, foi identificada lista de autoridades e policiais paraguaios que recebiam propina para não interferir no esquema milionário de distribuição de cocaína. Tonho foi um dos alvos da Operação Patron, etapa da Operação Lava-Jato do Rio, realizada na semana passada e que teve o ex-presidente do Paraguai, Horacio Cartes, como alvo principal. Cartes foi preso com o filho.

Tonho chegou a emprestar a residência para Dario Messer, o doleiro dos doleiros que ficou foragido em território paraguaio. As anotações encontradas no imóvel indicam que agentes da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) teriam recebido mais de R$ 70 mil em propinas. Também há conexões com comparsas de Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, chefe do tráfico de cocaína na região.

Conforme já noticiado, durante a operação foram expedidos 37 mandados sendo 16 mandados de prisão preventiva, 3 mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão, cumpridos nas cidades de Rio de Janeiro e Armação dos Búzios, grande São Paulo e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai, no dia 19 deste mês.

A operação foi realizada contra organização criminosa ligada ao doleiro Dário Messer, que foi preso em julho deste ano. A operação fez parte de um desdobramento da Operação Câmbio Desligo, em julho deste ano. A finalidade é de reprimir os crimes de lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa, cometidos pelo núcleo que continuou as práticas criminosas para apoiar a fuga de Dario Messer, que foi preso em São Paulo em julho, ocultando o foragido e seus bens.

A investigação identificou dinheiro ocultado do doleiro no valor de US$ 20 milhões, sendo mais de US$ 17 milhões em um banco nas Bahamas, e o restante pulverizado no Paraguai entre doleiros, casas de câmbio, empresários, políticos e uma advogada.

Anúncios de Sucesso no Instagram - Manual Completo Para Anunciantes Obterem O Máximo Do Instagram Gastando O Mìnimo