• Por Gilclér Regina

A motivação e atitude devem ser ferramentas da fé, pois a fé é conteúdo, é Graça de Deus. Mas Deus nos deu a capacidade de pensar, de agir, de sonhar e são essas ferramentas que Deus, nos usando como seus instrumentos nos permitem como seres humanos levar a mensagem da vida.

O importante na luta diária com os problemas não consiste em perguntar por que coisas ruins nos acontecem. Em vez disso devemos perguntar: O que podemos aprender com essa situação? Não diga “por que”, diga “o que”.

O que interessa não é “por que” você está lutando ou enfrentando momentos difíceis, mas sim “o que” pode aprender com o processo que promoverá seu melhor resultado.

Se você continuar dizendo que as coisas vão terminar mal, terá uma boa chance de acabar como profeta. O pessimismo pode, no mínimo, ser prejudicial e no máximo, fatal.

Muitos cristãos são felizes e não sabem disso. Tem a graça da salvação, da fé e ficam procurando o céu na terra como apregoam algumas religiões em verdadeiros shows.

Para dar um exemplo figurado, vou recorrer a memória de alguém reconhecido na história do nosso país, o poeta Olavo Bilac, que registra o seguinte fato: O dono de um pequeno comércio, amigo dele, abordou-o na rua e lhe disse: “senhor Bilac, preciso vender meu sítio, aquele que o senhor conhece tão bem. Será que poderia redigir um anúncio para o jornal?”

Bilac apanhou o papel e escreveu: Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeiro, a casa banhada pelo sol nascente oferece a sombra tranquila das tardes na varanda”.

Meses depois Bilac voltou a encontrar o homem e perguntou se havia vendido o sítio e este lhe respondeu: “Nem pensei mais nisso! Quando li o anúncio percebi a maravilha que tinha”. 

Na vida, muitas vezes desprezamos as coisas boas que possuímos e vamos atrás da miragem de falsos tesouros. Será que não agimos assim cotidianamente com a nossa fé?

O escritor Scott Peck diz que “o problema é a linha divisória que faz a distinção entre sucesso e fracasso”. Só crescemos mental e espiritualmente porque existem problemas. No minuto em que aceitamos a vida como cheia de dor, mas também de alegria, o fato de a vida ser difícil deixa de ser um problema. É por isso que somos 10% o que acontece e 90% como reagimos ao que acontece. E problemas podem ser bênçãos disfarçadas.

A sociedade acha a verdade um remédio amargo demais para digerir sem diluir. Na sua forma mais pura, a verdade não é uma palmadinha amigável nos ombros e sim um uivo de protesto.

O que Moisés trouxe do Monte Sinai não foram dez sugestões e sim Dez Mandamentos que codificam um punhado de palavras num comportamento humano e nobre. Nós temos que levar adiante essa mensagem apesar de muitos jovens não gostarem da palavra “mandamento” que significa comando, portanto, ordem expressa.

Essas atitudes cobradas nos mandamentos não eram apenas para aquela época, ou para agora, mas para a vida toda em todos os tempos, apesar de vivermos um mundo onde impera a tecnologia e muitos ainda estão com os pés no Século 21 e a cabeça na Idade Média.

Ainda assim, nós e nossa conduta… Nos mandamentos que pautam essa conduta e muitas e várias vezes permanecemos os mesmos. Há uma majestade autêntica no conceito de um poder invisível que nem pode ser medido nem pesado.

A harmonia, o sucesso, a felicidade e a paz interior podem ser encontradas seguindo uma bússola moral que aponta sempre para a mesma direção, qualquer que seja a moda, a tecnologia, as tendências, a modernidade e esse caminho traçado por esta direção chama-se Deus.

O genial cientista Albert Einstein disse certa vez: “Sempre que eu abro a porta de uma nova descoberta, já encontro Deus lá dentro”. O que será que ele queria dizer com isso? Provavelmente ele quis dizer que quando o homem descobriu o radar, o morcego já voava no meio de cordas sem bater, usando sinais sonoros para enxergar no escuro. O vôo dos helicópteros nos lembra o amiguinho beija-flor. As invenções mais sofisticadas, as descobertas mais surpreendentes, sempre têm como inspiração ou combustível, algum organismo da natureza, algum mecanismo do universo.

O ser humano ainda não caiu em si e fica enxergando apenas o próprio umbigo.  O ser humano precisa ter mais respeito pelo meio ambiente ou toda essa civilização estará se autodestruindo. O homem precisa ver Deus em todas as coisas, assim com Einstein colocou a sua alma em suas realizações. O conjunto de detalhes nesta vida como um remédio da verdade é que forma o todo da existência do mundo e da sua própria vida. E não esquecer nunca que a vida é um dom de Deus.

Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!

  • Gilclér Regina é Escritor e Palestrante Profissional

Uma pessoa simples que se transformou num dos mais reconhecidos Conferencistas do país, com atuações também no exterior.

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