Cabo da PMA foi transferido para o Presídio Militar de Campo Grande

Bioquímico foi morto por tiro disparado pelo policial na última segunda-feira, 08 – Foto: agoraMS

O processo sobre homicídio simples movido contra o cabo da Polícia Militar Ambiental que foi preso na segunda-feira (8) pelo morte do bioquímico Julio Cesar Cerveira Filho, 43 anos, foi colocado sob sigilo pelo juiz Eguiliell Ricardo da Silva, da 3ª Vara Criminal de Dourados. Com isso, somente as partes envolvidas no crime ocorrido no cinema do shopping terão acesso às movimentações.

Segundo a 94fmdourados, antes de o magistrado decretar o segredo de Justiça, na sexta-feira (12), ele havia recebido pedido feito pelo delegado Francis Flávio Tadano Araújo Freire, da 2ª Delegacia de Polícia Civil de Dourados, para quebrar o sigilo telefônico do policial. A intenção do responsável pela investigação é confirmar a versão prestada em depoimento pelo assassino, de que acionou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros após disparar contra o peito da vítima durante desentendimento na sala 1 do cinema.

Lotado no Pelotão da Polícia Militar Ambiental de Dourados, o policial foi preso em flagrante delito pela prática do crime de homicídio e também teve o aparelho celular apreendido. À 3ª Vara Criminal de Dourados, o delegado justifica o pedido de autorização de análise e perícia em aparelho celular apreendido para “obter elementos de informação que possam auxiliar na completa elucidação do crime, notadamente verificar se realmente o indiciado efetuou as ligações à Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, conforme dito em seu interrogatório”.

Na quinta-feira (11), o responsável pelo inquérito policial estabeleceu prazo de 48 horas para que a equipe de investigação identifique e conduza para depoimento pessoas que testemunharam o crime. Ele também determinou que sejam convocados para depor a esposa, de 45 anos, e a filha da vítima, de 16 anos, além de um dos filhos do autor do crime, de 9 anos.

A arma utilizada no homicídio – uma pistola Smith Wesson, calibre .40 – e as munições apreendidas foram enviadas para a URPI (Unidade Regional de Perícia e Identificação), bem como arquivos de vídeo enviados pela Empresa Cinematográfica Araçatuba, administradora do cinema. Ao Ciosp e à Sala Rádio da Guarda Municipal foram solicitados registros de acionamento referente ao caso.