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Publicada em 5 de abril de 2017 às 14:50

Radar da Fiems cria indicador para mensurar desempenho industrial

A partir deste mês, os empresários industriais de Mato Grosso do Sul passam a contar com um novo indicador para mensurar mensalmente o comportamento do setor no Estado. Trata-se do IGDI (Índice Geral de Desempenho Industrial), que foi criado pelo Radar Industrial da Fiems e é calculado com base nas pesquisas de Confiança e Sondagem Industrial.

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, o IGDI reflete a percepção do empresário em relação ao desempenho apresentado pela atividade industrial. “Na elaboração, foram selecionadas cinco variáveis – emprego, investimento, produção industrial, utilização da capacidade instalada e confiança – e todas com peso de 20% na composição do Índice”, detalhou.

No caso do emprego na indústria, o IGDI utiliza o percentual de estabelecimentos que aumentaram o número de empregados, enquanto na parte de investimento o Índice leva em consideração a intenção de investimentos para os próximos seis meses. Já da produção é usado o percentual de indústrias com a produção estável ou crescente, da utilização da capacidade instalada se pega o percentual médio e da confiança a base é o ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial.

O IGDI Fiems contou com a avaliação, validação e auxílio técnico do professor-doutor Leandro Sauer, da Escola de Administração e Negócios e do Programa de Pós-Graduação em Administração (Mestrado e Doutorado) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (ESAN/UFMS). “O professor é matemático com atuação na utilização de métodos quantitativos em economia e tem comprovada experiência na elaboração e uso de indicadores sintéticos”, reforçou Ezequiel Resende.

Resultado

O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, explica que o IGDI varia de zero a 100 pontos e, quanto maior, melhor o resultado percebido pelo empresário industrial, considerando ainda que os valores a partir dos 50 pontos indicam que o desempenho, na média geral, foi positivo. O primeiro resultado do IGDI Fiems é relativo ao mês de fevereiro deste ano e alcançou 47,9 pontos, indicando que, após uma oscilação no fim do ano passado, o indicador voltou a crescer.

Até agora, conforme análise de Ezequiel Resende, são duas altas consecutivas – janeiro e fevereiro -, sendo que a última vez que isso havia ocorrido foi entre agosto e setembro do ano passado. “Adicionalmente, é importante ressaltar que setembro de 2016 encerrou um período de cinco altas consecutivas do Índice. Todavia, o indicador permanece abaixo dos 50 pontos, sinalizando que, apesar da evolução apresentada, a percepção de desempenho majoritária ainda não é positiva e que para a maioria das empresas a atividade segue sem apresentar uma trajetória consistente de crescimento”, avaliou.

Detalhamento

Em fevereiro deste ano, a produção industrial foi a variável com o melhor desempenho no mês, com crescimento de 10,4 pontos percentuais no total de indústrias com produção estável ou crescente, o resultado saiu de 58,9% para 69,3%. Na sequência, aparece a confiança que apresentou elevação de 3,1 pontos, com resultado medido pelo ICEI alcançando 54,6 contra 51,5 pontos. Por fim, a utilização da capacidade instalada que aumentou 3 pontos percentuais, com o resultado médio saindo de 65% para 68%.

No acumulado do ano, a produção industrial também aparece como a variável com o melhor desempenho, com crescimento de 22,1 pontos percentuais no total de indústrias com produção estável ou crescente, o resultado saiu de 47,2% para 69,3%. Em seguida, aparece a confiança que apresentou alta de 4 pontos, com resultado medido pelo ICEI alcançando 54,6 contra 50,6 pontos, enquanto a utilização da capacidade instalada teve aumento de 3 pontos percentuais, com o resultado médio saindo de 65% para 68%.

Já nos últimos 12 meses a confiança foi a variável que apresentou o melhor desempenho, com crescimento de 19,2 pontos. O resultado medido pelo ICEI saiu de 35,4 para 54,6 pontos. Outra variável de destaque no período foi a produção industrial, com aumento de 16,9 pontos percentuais no total de indústrias com produção estável ou crescente, o resultado foi de 52,4% para 69,3%. Na sequência aparece a utilização da capacidade instalada que teve elevação de 4 pontos percentuais, com o resultado médio saindo de 64% para 68%.