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Publicada em 31 de julho de 2012 às 07:33

“Matei 289 pessoas, Stallone matou 288”, diz Schwarzenegger

Com mais rugas e menos músculos, Arnold Schwarzenegger celebrou seu 65º aniversário nesta segunda-feira (30) alistado novamente nas fileiras de Hollywood, onde volta com fome de guerra depois de sete anos de desgaste político.

Ator brincou com o amigo ao comentar sua volta às telonas com 'Os Mercenários 2' - Foto: EFE

Ator brincou com o amigo ao comentar sua volta às telonas com 'Os Mercenários 2' - Foto: EFE

Destruidor em Conan, O Bárbaro e implacável em O Exterminador do Futuro, o fisiculturista austríaco, que foi governador republicano da Califórnia entre 2003 e 2011, começa na idade da aposentadoria uma segunda vida na tela com a força que caracterizou sua carreira.

“Eu voltei”, afirmou várias vezes o ator, jogando com a famosa frase de seu personagem de Exterminador do Futuro, na feira Comic-Con 2012, no último dia 12, ao lançar seu novo filme, Os Mercenários 2. No longa, ele atua com o amigo Sylvester Stallone, diretor e protagonista do primeiro filme da franquia. “Matei 289 pessoas, Sly (Stallone) matou 288” disse, orgulhoso, brincando com o colega que entrou para a história com personagens como Rocky e Rambo.

Em Os Mercenários 2, Schwarznegger continua aumentando sua lista de vítimas – que parece ser infinita, considerando os vários projetos que o ator tem para os próximos anos. Em 2013, ele será o veterano xerife emThe Last Stand, em que enfrentará o chefão de um cartel da droga vivido por Eduardo Noriega, e também voltará a se encontrar com Stallone em The Tomb, um thriller carcerário com muita testosterona.

Na agenda do astro há outros três projetos de ação ainda não concretizados, assim como a comédia Triplets, uma sequência de Irmãos Gêmeos com a participação de Danny DeVito e Eddie Murphy.

A volta aos sets de filmagem se dá em meio às homenagens que o austríaco já começou a receber por sua contribuição ao mundo do cinema, reconhecimento que costuma ser sintomático de finais de carreira, mas Schwarzenegger não parece disposto a se aposentar. Em outubro de 2011, inaugurou um museu sobre sua vida em sua cidade natal, Thal bei Graz (Áustria), e recentemente recebeu o prêmio IGN, uma homenagem a estrelas do cinema de ação. “Atuar é como andar de bicicleta ou esquiar: quando você volta a fazer, sente que o tempo não passou”, assegurou quando ainda era governador da Califórnia, antecipando sua volta, e pouco antes de seu casamento desmoronar por uma infidelidade.

Assim que deixou a política, o ator confessou à sua mulher, Maria Shriver, com a qual se casou em 1986, que em 1997 teve um filho com uma empregada da família. O escândalo terminou em um processo de divórcio que ainda está em curso.

Apesar de tudo, Schwarzenegger mostrou se esquivar bem dos golpes e aguentar as dificuldades sem deixá-las afetar seus projetos. Durante a campanha eleitoral de 2003, ele foi acusado de abuso sexual por 16 mulheres, fato que não influenciou os 48,1% de eleitores californianos que o elegeram governador. Em 2006, foi reeleito, e em 2011 abandonou o cargo deixando o Estado imerso em uma profunda crise econômica, com uma dívida que se triplicou durante seus sete anos no poder e com níveis de aprovação mínimos. Tampouco esse legado arranhou sua imagem pública, reforçando o perfil invulnerável do ator à crítica.

Para o republicano casado com uma democrata, ativista contra mudanças climáticas que tem 12 carros e austríaco símbolo do sonho americano, ser uma estrela de cinema que retoma o trabalho quase na idade da aposentadoria é apenas uma contradição a mais.