Ishy requer informações da prefeitura sobre retorno das aulas na REME

Vereador questiona acesso as atividades por alunos em vulnerabilidade e tenta respostas sobre insegurança dos profissionais

Elias Ishy solicita informações sobre aulas do município – Foto: Thiago Morais/Arquivo

O vereador Elias Ishy (PT) encaminhou um requerimento a prefeitura solicitando informações referentes ao retorno das aulas no município. O ato legislativo foi realizado nesta quarta-feira (20). Ele considerou a recomendação conjunta Nº 004/2020, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, que dispõe sobre fiscalizar e acompanhar as medidas adotadas pelas redes municipal, estadual e privada de educação, assim como a reorganização do calendário escolar, após à suspensão das atividades devido à pandemia causada pela Covid-19.

O parlamentar questionou qual a decisão tomada pela administração referente ao retorno e as recomendações quanto as ações de forma remota. “A SEMED já possui um planejamento para esse retorno?”, indaga. Ishy afirma que a preocupação ainda é como essas aulas seriam realizadas, por isso ele pede uma cópia digital com o planejamento, com a referência de datas ou prazos para execução.

“Quero saber como serão realizadas as aulas, a metodologia aplicada, se via plataforma digital ou não. Precisamos saber quanto aos alunos, como os que não possuem acesso à computadores e internet”, afirma o vereador. Segundo ele, a preocupação é se a SEMED está tomando medidas para que os estudantes não sejam prejudicados nessa modalidade de ensino, portanto, que a secretaria apresente dados, como quais atitudes estão tomadas neste sentido. Ishy também pergunta sobre a avaliação, tanto quanto a “presença dos alunos” (virtualmente), como as realizadas para as notas.

Com relação a volta ao trabalho dos servidores efetivos, contratados e estagiários, Ishy tentou contato com a Secretaria Municipal, mas não teve nenhuma resposta oficial sobre o assunto. Segundo informações, os profissionais estão inseguros quanto a situação indefinida quanto as aulas, manutenção de contratos e remunerações. “O Poder Público deveria ter mais transparência, ainda mais nessa situação excepcional que estamos vivendo, em que precisamos dialogar, ter um canal aberto com a categoria, sindicato e Câmara de Vereadores. Assim, poderíamos encontrar o melhor caminho, com respeito e participação de todos os envolvidos”, finalizou o vereador.