Intolerância religiosa cresce no país e audiência debate o assunto em Dourados

Doutor em antropologia da religião ministrará palestra no município no dia 07 de junho

Nesses primeiros meses de 2018, o número de denúncias à Justiça de casos de intolerância religiosa aumentou 800% em comparação a todo o ano de 2017, segundo dados da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos e Coordenadoria de Igualdade Racial. No Brasil, há uma denúncia de intolerância religiosa a cada 15h. Desde agressões verbais, destruição de símbolos religiosos e até ataques incendiários ou tentativas de homicídio.

Em Dourados, apesar de ser uma região composta por diferentes crenças, não temos notícias de iniciativas de combate a essa violência e a promoção do respeito, do diálogo e da convivência. Devido à falta de informação ou divulgação é possível dizer que é ainda maior o número de silenciamentos. Devido a esses fatores, a audiência pública traz o debate com o tema: “Diálogo e Pluralidades: desafios frente à intolerância religiosa”. O evento será no dia 7 de junho, às 19h, na Câmara de Dourados.

Proposta por Elias Ishy, audiência dia 7 de junho, às 19h, na Câmara de Dourados, vai debater o tema – Assessoria

Proposta pelo vereador Elias Ishy (PT), a ideia surgiu por meio de uma demanda do Centro de Estudos Bíblicos de Dourados (Cebi). O vereador lembra que ninguém pode ser discriminado em razão de seu credo religioso e que existe a Lei 9.459/1997 que considera crime a discriminação ou preconceito contra manifestações religiosas e seus adeptos.

A organização é realizada por meio de indivíduos de diversas religiões, que aproveitaram a oportunidade para encontrar um nome comum a todos, trazendo para a atividade, então, o doutor em Antropologia da Religião,Felipe Káyòdé. O palestrante é um jovem teólogo, pesquisador independente, artista interdisciplinar e psicanalista envolvido nos estudos pós-coloniais e interseccionais, como no caso da religião, espiritualidade, violência, traumas, raça e subjetividades, além de trabalhar ativamente na luta antirracista.

Além do Cebi, Ishy destaca o apoio da Aduf Dourados, do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e da Universidade Federal da Grande Dourados, do Ilê Axé Angola Megemulebaonã, do Instituto Cultural Malungo, do Marista, da Rede Ecumênica da Juventude (Reju), do Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação (Simted) e da Rede de Relações Institucionais e Saúde Mental, “À Flor da Pele”.