Índice de Confiança no Comércio tem alta, mas especialista sugere cautela

Apesar do aumento no Icom, pesquisa sobre expectativa para o setor teve queda

O índice de confiança no comércio (Icom) aumentou 9,8 pontos em maio. Esse é o nível mais elevado desde outubro de 2020. Os dados são do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), que pertence à Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O aumento é importante, pois essa já é a segunda alta após seis meses em queda. Além disso, os dados também podem demonstrar um início da retomada da economia para o setor. De acordo com o Ibre, a alta se deu em todos os seis segmentos do comércio brasileiro.

Para o membro do Comitê de Economia e Tendências Empresariais do ISAE Escola de Negócios, Christian Bundt, o aumento traz um ânimo a mais para os empresários. ‘‘Quando analisamos os índices de confiança, tanto da situação atual quanto da situação futura, podemos observar que estamos voltando aos patamares do começo de 2020, pré-pandemia’’, afirma Bundt.

De acordo com o especialista, um dos motivos para o aumento, é a diminuição do isolamento social. ‘‘O volume de vendas do varejo também vem aumentando gradativamente, porque as pessoas estão saindo mais para comprar. Isso acontece, porque a vacinação também tem aumentado’’, destaca o membro do comitê do ISAE.

Apesar do aumento, o especialista alerta que ainda é preciso manter cautela em relação à positividade do setor. ‘‘O Índice de Expectativas do Comércio caiu, então há ainda um clima de incerteza e é preciso estar atento’’, diz. ‘‘Ainda não chegamos em um índice de vacinação em que nos forneça segurança o suficiente para voltarmos às atividades de maneira como era antes da pandemia. Isso pode fazer com que o comércio, de novo, sofra algum retardo do retorno esperado pelos comerciantes’’, afirma Christian Bundt.

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