Khamenei teria sido vítima dos bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel contra alvos políticos e militares no país
A morte do guia supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi confirmada pela imprensa estatal iraniana na madrugada deste domingo. Segundo as informações divulgadas, Khamenei, de 86 anos, teria sido vítima dos bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel contra alvos políticos e militares no país.
A TV pública do Irã anunciou o falecimento às 5h (horário local), mas não citou diretamente os ataques ao comunicar a morte do líder, que comandava o país desde 1989. No comunicado televisivo, a emissora adotou tom de exaltação, chamando o episódio de “martírio” e afirmando que a trajetória do aiatolá seguirá como referência.
Em reação imediata, o governo iraniano decretou 40 dias de luto e estabeleceu uma semana de feriados públicos em homenagem ao guia supremo. A medida foi divulgada pelos canais oficiais e repercutiu em veículos internacionais.
Também nas primeiras horas após a confirmação da morte, a Guarda Revolucionária — braço ideológico das Forças Armadas e pilar do sistema criado pela Revolução Islâmica de 1979 — prometeu “punição severa” aos responsáveis, referindo-se aos “assassinos” de Khamenei.
A notícia do falecimento ocorre após um dia marcado por intensa ofensiva militar dos EUA e de Israel. De acordo com relatos divulgados, os ataques atingiram mais de 500 alvos militares e políticos e deixaram mais de 200 mortos, além de centenas de feridos.
A imprensa estatal iraniana afirmou ainda que um míssil atingiu uma escola primária para meninas no sul do país, provocando a morte de mais de 100 estudantes. Autoridades locais teriam confirmado a ocorrência, enquanto pedidos de verificação independente e questionamentos sobre o episódio seguem no centro da atenção internacional.
Do lado americano, o presidente Donald Trump comemorou a morte do líder iraniano, classificando-o como “uma das pessoas mais malvadas da história”, e voltou a incentivar a população do Irã a aproveitar o que chamou de “oportunidade única” para derrubar o regime. Em postagem na Truth Social, Trump disse esperar que Guarda Revolucionária e polícia se unam “pacificamente” a “patriotas iranianos” e afirmou que a ofensiva seguirá “pelo tempo que for necessário”.
Com o cenário de instabilidade, cresce a expectativa global sobre a sucessão de Khamenei. Informações repercutidas pela imprensa internacional indicam que o líder teria deixado orientações para a transição e que o processo deverá ser conduzido por Ali Larijani, secretário do Conselho de Segurança Nacional e nome associado ao chamado conservadorismo pragmático.
O plano citado prevê que Larijani seja assessorado por duas figuras de peso: o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e o ex-presidente Hassan Rohani, formando uma espécie de conselho emergencial para a gestão dos assuntos de Estado até a escolha do novo guia supremo. Paralelamente, Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, afirmou que “o momento da libertação está próximo” e disse ter preparado um plano para uma “transição ordenada e transparente rumo à democracia”. (Com AnsaFlash)



















