Hospital Regional de Ponta Porã orienta sobre o atendimento do Pronto Socorro

Entenda como funciona do atendimento do Pronto Socorro do Hospital Regional de Ponta Porã

O Pronto Socorro (PS) do Hospital Regional Dr. José Simone Neto é um dos principais pronto atendimentos da região fronteiriça e da microrregião sul e funciona em regime de livre demanda, 24 horas por dia, sete dias por semana. E para garantir segurança e a qualidade no atendimento, existe um protocolo de classificação de risco que organiza a ordem em que o paciente é atendido.

O Coordenador do Pronto Socorro e enfermeiro especialista em Urgência e Emergência, Davi Vilhena, explica que os pacientes devem ir até o PS munidos de documentos. “É importante ter em mãos um documento oficial com foto, cartão do SUS (Sistema Único de Saúde) e um comprovante de residência. Como tudo é feito pelo sistema, nós fazemos o cadastro da pessoa e já encaminhamos para o acolhimento e triagem. Já um paciente de extrema urgência é encaminhado direto para a sala vermelha”.

Prioridades

No Pronto Socorro existe uma escala de prioridades para atendimento, de acordo com a gravidade da doença de cada pessoa. “A ordem dos atendimentos é organizada de acordo com a tabela de classificação de risco, por exemplo, um paciente que sofreu um acidente de moto, está inconsciente e com hemorragia, será atendido antes do que uma pessoa que está com um pequeno corte ou uma leve dor de cabeça, mesmo que essa pessoa esteja esperando há mais tempo”, explicou Davi.

Classificação de Risco

Após o cadastro no sistema e o acolhimento, o paciente é encaminhado à triagem para que um enfermeiro verifique em qual nível da escala de classificação de risco ele está. A escala de classificação de risco utilizada pelo Hospital possui quatro cores: vermelho, amarelo, verde e azul.

“A vermelha é no caso de risco de morte iminente, uma parada cardiorrespiratória, infarto, hemorragia. O amarelo é um risco elevado, como trauma moderado ou leve, dor abdominal, idosos e grávidas sintomáticas. O verde é de urgência menor, ferimentos, diarreias, doenças psiquiátricas. E o azul é o sem risco de morte, exemplo, cortes pequenos, curativos, dores leves”, esclareceu o Coordenador do Pronto Socorro.

A enfermeira que atua na triagem do PS, Veronica Rangel, comentou a importância da classificação de risco por cores. “O profissional que está realizando a triagem deve ficar atento aos sintomas e a tabela de classificação de risco. Pois catalogando de forma correta, conseguimos otimizar o trabalho e também agilizar o atendimento de acordo com a urgência”.

“Além disso, para dinamizar os atendimentos e melhorar o fluxo de pacientes, é importante que casos simples como a troca de uma sonda ou um curativo sejam encaminhados para um posto de saúde”, completou a enfermeira.

De acordo com o Ministério da Saúde, a ordem de classificação estipula que a cor vermelha, que é emergência, tenha atendimento imediato; o amarelo tenha atendimento em até 30 minutos; o verde não urgente tenha o atendimento entre 60 a 120 minutos e o azul, que são atendimentos de baixa complexidade, sejam atendidos em até no máximo 240 minutos ou encaminhados para alguma unidade básica de saúde. As escalas de classificação podem sofrer alterações no tempo de espera.