Foi implantado esta semana no Hospital Dr. José de Simone Netto (Hospital Regional de Ponta Porã) mais um dos protocolos de Segurança ao Paciente exigidos pelo Ministério da Saúde, o de cirurgia segura. Esse protocolo tem como objetivo evitar queimaduras e choques nos pacientes e equipe médica devido à utilização de novos aparelhos cirúrgicos.  Funcionários do setor de Engenharia Clínica ministraram o treinamento da equipe para implantação do protocolo.

A engenheira clínica do Hospital, Monica do Nascimento, explica que o treinamento precisa ser constante. “Implantar mais um protocolo significa mais segurança e menos riscos a saúde de todos. São instrumentos novos e complexos de serem usados e todos colaboradores precisam saber utilizá-los corretamente para que os processos cirúrgicos ocorram com tranquilidade”, diz. Desde que o Hospital passou a ser administrado pelo Instituto Gerir (organização social que administra a entidade) foram adquiridos novos equipamentos para melhorar a qualidade do atendimento ao paciente e também ao colaborador.

Túlio Onzi Peixoto Alves, enfermeiro responsável pelo centro cirúrgico, conta que a capacitação é essencial para o desenvolvimento de um bom serviço em saúde. “Hoje temos muitos aparelhos novos como é o caso do eletrocaltério (bisturi elétrico), que recebemos recentemente, e essas informações fazem diferença no manuseio, para não utilizarmos estes equipamentos de forma errada, colocando em risco a saúde dos pacientes e a nossa também”, afirma.

Protocolos já implantados

Já foram implantados no Hospital cinco protocolos: o de identificação do paciente, prevenção de queda, prevenção de úlcera por pressão, higienização das mãos e cirurgia segura. O próximo a ser implantado será o de segurança na prevenção, uso e administração de medicamentos. Esse protocolo, segundo a coordenadora do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), Cássia Soares Cabral será implantado em conjunto com a farmácia. “Objetiva promover práticas seguranças desde a dispensação até a administração, evitando possíveis erros de medicação e riscos aos pacientes alérgicos, por exemplo, os quais precisam de atenção redobrada”, completa.