No quarto dia de confrontos, a guerra no Irã seguiu marcada por uma escalada de ataques e contra-ataques, com operações cada vez mais intensas entre as partes envolvidas e reflexos diretos em países vizinhos do Oriente Médio.
Segundo a AnsaFlash, Israel informou ter atingido, em Teerã, os escritórios presidenciais e o prédio do Conselho Supremo de Segurança Nacional, além de atacar o que classificou como “centro de comunicação e propaganda” da República Islâmica, instalado na sede da Autoridade para a Radiodifusão. A ofensiva, segundo a versão israelense, mirou estruturas ligadas à condução política e à mobilização do regime iraniano.
Na frente com o Hezbollah, as forças israelenses retomaram bombardeios aéreos contra alvos do grupo xiita e deram início a uma incursão terrestre no sul do Líbano. O objetivo declarado é impedir que a região seja utilizada como plataforma para lançamentos de mísseis e drones contra comunidades em Israel.
Aliados de Israel, os Estados Unidos afirmaram ter destruído postos de comando da Guarda Revolucionária, além de sistemas de defesa antiaérea e bases de lançamento de mísseis e drones. Já o Crescente Vermelho relatou que a campanha militar conduzida por EUA e Israel deixou ao menos 787 mortos.
No campo nuclear, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) disse que imagens de satélite indicam danos em estruturas de entrada da usina subterrânea de Natanz — alvo também de ataques anteriores —, mas afirmou não haver sinais de consequência radiológica ou vazamento. Em entrevista à Fox News, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu acusou o Irã de construir novos sítios e bunkers subterrâneos para seu programa nuclear e de mísseis balísticos, alegando que a intervenção seria necessária para evitar uma ameaça futura.
Do lado iraniano, houve novos disparos de mísseis contra Israel durante a madrugada e uma ampliação de alvos na região do Golfo, incluindo o ataque com drones à embaixada dos Estados Unidos em Riad, na Arábia Saudita, que provocou um incêndio limitado e danos materiais, segundo o Ministério da Defesa saudita. O Irã também lançou mísseis e drones contra bases americanas no Bahrein e no Catar e contra uma ponte que liga o Bahrein ao território saudita; após o episódio em Riad, o presidente Donald Trump prometeu represálias, e a embaixada americana no Kuwait permanece fechada por tempo indeterminado devido ao risco de novos bombardeios.



















