‘’Garimpar’’ em brechó é vantagem para as compras de inverno

Para todas as idades e para todos os bolsos, cultura do brechó cresce e conquista novos consumidores - Foto: Santi Comunicação
Para todas as idades e para todos os bolsos, cultura do brechó cresce e conquista novos consumidores – Foto: Santi Comunicação

Opção ajuda consumidor a fugir do dilema de gastar muito com novas peças e enfrentar poucos dias frios

Uma semana nublada e de frio intenso, outra ensolarada. Dois dias chuvosos, cinco dias de céu aberto. Este é o conhecido inverno da região Centro-Oeste, onde as temperaturas baixam sim, mas também se alternam com o típico clima de verão. Investir no vestuário propício para esta época do ano é sempre um dilema: é preciso se agasalhar, mas pagar muito nas peças mais quentinhas pode não compensar tanto assim.

Uma alternativa que vem ganhando força nos últimos anos são os brechós. Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), no período entre 2007 e 2012, o segmento cresceu 210% em todo o País e, atualmente, se mantém em ascensão. O vestuário puxa estes índices e é responsável por uma nova tendência: reúso de peças de qualidade e custos baixos para o consumidor.

“É uma tendência que beneficia o cliente e mostra a possibilidade de um novo ciclo de consumo”, afirma a empresária Isa Monteiro, proprietária do Perpétua Café Brechó, em Naviraí (MS). Segundo Isa, o segmento é uma ótima aposta, principalmente neste período de inverno, em que as roupas costumam ser mais caras do que nas outras estações. “Chegamos a comercializar casacos de couro por R$80 ou R$100, um preço bem inferior em comparação com uma peça nova, mas com a mesma qualidade”, complementa.

Garimpo
Para os resistentes em adquirir um produto usado, é necessário entender a dinâmica dos brechós: “são peças usadas, selecionadas, higienizadas, e precificadas conforme sua conservação”, afirma Isa. A ideia do negócio é levar o cliente a “garimpar”. “Brechó é isso. Você olha as peças e acaba fazendo verdadeiros “achados”. São peças únicas, tem que garimpar, experimentar”.

Blazers, casacos e jaquetas são encontrados em modelos e estilos variados. “A gente procura inovar nos looks e apresentar opções, mais ainda com as peças de inverno, não ficamos presos à classificação de feminino e masculino. É para as pessoas experimentarem, gostarem e saírem satisfeitas com uma boa roupa e um bom negócio”, afirma a empresária.

Infantil
Se para os adultos essa necessidade de troca de vestuário pode sair cara nas lojas convencionais, para as crianças a situação é ainda mais complicada. Os pequeninos crescem rápido e, raramente, aproveitam as mesmas peças de um ano para a outro. “O adulto ainda reutiliza várias roupas, mas para criança não tem jeito, elas simplesmente não servem mais. Nenhum pai ou mãe vai arriscar deixar o filho com frio, então, sempre compram novas roupas. Investimos muito no segmento infantil, até promovemos uma semana especial somente para expor as peças infantis”, conta Isa.

Cultura de brechó
Além da vantagem de economizar, os brechós comportam um novo perfil de consumidor. “São pessoas que estão descobrindo que é possível encontrar produtos lindos, de qualidade e…Usados! Elas estão se despindo de preconceitos. Já atendi clientes que nunca haviam comprado nada em brechó e hoje vêm semanalmente acompanhar as novidades da loja. É a nossa missão, desenvolver essa cultura do brechó”, finalizou.

Serviço
O Perpétua Café Brechó está aberto todos os dias das 9h às 20h, na Avenida Dourados, nº 621, em Naviraí. A loja também pode ser contatada pelo telefone (67) 3461 7526 e pela fanpagewww.facebook.com/perpetuacafebrecho.