segunda-feira, 16 - março - 2026 : 14:55

Exportações de carne bovina no início de 2026 mantêm ritmo de crescimento do ano anterior

Exportações de carne bovina somam US$ 1,4 bilhão em janeiro, alta de 37,9% sobre 2025 – Divulgação

As exportações da cadeia produtiva da carne bovina (incluindo carne in natura, carne industrializada e subprodutos bovinos) registraram, em janeiro de 2026, ritmo de crescimento próximo ao observado ao longo de 2025.

As exportações de carnes e subprodutos bovinos no primeiro mês do ano renderam US$ 1,416 bilhão em receitas ao País, indicando crescimento de 37,9% em relação a janeiro de 2025, com embarques que totalizaram 278 mil toneladas (aumento de 16,4%). Em janeiro de 2025 as exportações do setor alcançaram US$ 1,027 bilhão com o embarque de 239 mil toneladas, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO).

As exportações para a China em janeiro de 2026 somaram US$ 650,33 milhões (crescimento de 44,9% em relação a janeiro de 2025), com o embarque de 119,96 mil toneladas (+31,6%). A participação da China, maior cliente da carne bovina brasileira no exterior, foi de 43,10% em volume e de 45,9% em receitas, em relação às exportações totais do setor. Considerando apenas a carne bovina in natura, a participação chinesa foi de 51,2% e 50,34%, respectivamente, em volume e receitas. As vendas de carne bovina para a China em 2026 serão limitadas pela quota de 1,1 milhão de toneladas resultante da imposição de medidas de salvaguardas comerciais anunciadas pelo governo chinês no dia 31/12/2025. Volumes extraquota estarão sujeitos a uma tarifa adicional de 55%, o que deverá dificultar ou até mesmo inviabilizar os negócios acima do limite estabelecido.

Os Estados Unidos, segundo maior importador da carne bovina brasileira, aumentaram significativamente suas compras de carne bovina brasileira, em um movimento que reflete forte recuperação daquele mercado. Em janeiro de 2026, as vendas de carne bovina in natura para o país norte-americano cresceram 92,7%, em relação a janeiro de 2025, para US$ 161,6 milhões. Em volume, houve crescimento de 62,9% no mesmo período, para 26,96 mil toneladas. No total, incluindo os subprodutos bovinos, as vendas para os Estados Unidos alcançaram US$ 193,74 milhões (crescimento de 39,41%).

A União Europeia reduziu suas compras de carne bovina in natura do Brasil em janeiro de 2026, frente a janeiro de 2025, com queda de 5,91% em receitas, para US$ 55,57 milhões, e de 11,7% em volumes, para 6,52 mil toneladas. Essa queda, no entanto, foi compensada pela venda de outros produtos, como a carne industrializada e o sebo bovino fundido. No total, as vendas para o terceiro maior mercado internacional da carne bovina brasileira alcançaram US$ 84,93 milhões em janeiro de 2026 (crescimento de 26,4%).

O terceiro maior importador como país individual foi o Chile que em 2025 comprou 8.121 toneladas com receita de US$ 45,1 milhões e agora movimentou 9.980 toneladas (+22,9%), com receita de US$ 57,5 milhões (+27,5%).

Na quarta posição vieram os Emirados Árabes. Em 2025, no mesmo mês, adquiriram 3.039 toneladas com receita de US$ 14 milhões. Neste ano, a receita foi a US$ 38,8 milhões (+171,9%) com movimentação de 7.382 toneladas (+142,9%).

O Egito também subiu posições e se transformou no quinto maior comprador. Em janeiro de 2025 importou 4.760 toneladas com receita de US$ 15 milhões. Em janeiro de 2026 foi a 8.450 toneladas (+ 77,5%), com receita de US$ 35,2 milhões (+ 134,1%).

Os Países Baixos vieram na sexta posição saindo de 1.565 toneladas e receita de US$ 15 milhões em 2025 para compras de 10.411 toneladas e receita de US$ 33,4 milhões. No total, 99 países aumentaram suas aquisições enquanto outros 40 reduziram suas compras.

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