Bendine comandou a Petrobras entre 2015 e 2016 - Foto: Ansa
Bendine comandou a Petrobras entre 2015 e 2016 – Foto: Ansa

Segundo investigação, ele pediu propina enquanto estava no cargo

O ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, Aldemir Bendine, foi denunciado nesta terça-feira (22) por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e por atrapalhar a investigação pela força-tarefa da Operação Lava Jato.

De acordo com os investigadores do Ministério Público Federal do Paraná, ele recebeu cerca de R$ 3 milhões em propinas enquanto atuava como líder da estatal.

Além de Bendine, que está preso desde o dia 27 de julho na 42ª fase da Operação Lava Jato, outras seis pessoas foram indiciadas juntos com o ex-dirigente – incluindo o empresário Marcelo Odebrecht.

Para Bendine, os procuradores pediram 25 anos de prisão pelos quatro supostos crimes. Para receber o dinheiro, foram feitos pagamentos através de uma empresa de publicidade comandada por André Gustavo Vieira da Silva – também indiciado pelos procuradores – e esses pagamentos só cessaram com a prisão de Marcelo Odebrecht, em junho de 2015.

Bendine ficou à frente da estatal entre fevereiro de 2015 e maio de 2016, substituindo Graça Foster, e com a missão de parar com a rede de corrupção dentro da empresa revelada pela Lava Jato. Mas, segundo o MPF-PR, os pedidos de propina continuaram.

Em coletiva de imprensa, os procuradores informaram que a ex-presidente Dilma Rousseff não foi citada no processo por não terem sido encontradas provas de que ela tenha participação do caso.

Da AnsaFlash

Deputado Zé Teixeira