Autoria. Essa é a experiência que há dez anos o projeto “Mas será que nasceria a macieira” proporciona aos estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental da Escola Franciscana Imaculada Conceição (EIC). A partir do livro de Priscilla Kellen e Alê Abreu (Editora FTD), incialmente é proporcionada aos alunos a experiência de ler um texto não verbal. Depois, com olhos sensíveis aos detalhes, cada estudante vira autor da própria história e o projeto é encerrado com uma noite de autógrafos, que aconteceu nesta quarta-feira (30/10).

Como o foco nas turmas de 1º e 2º ano é justamente a alfabetização, o fato de escreverem suas histórias empodera as crianças que percebem, durante a atividade, sua própria capacidade de escrever, de utilizar elementos como letras maiúscula e minúscula e pontuação, e de colocar no papel o que pensam. “Essa autoria é, para eles, uma maneira de mudar a vida”, considera a coordenadora Marga Pavin.

A cerimônia de enceramento também conta com uma apresentação teatral que, neste ano, chamou a atenção das famílias para a reflexão sobre o que estão deixando como legado aos filhos. “Chamamos os pais para saborearem o que os filhos escreveram, é a visão das crianças da história e do mundo e para pensarem que valores estão deixando para que seus filhos sejam saudáveis, éticos, que possam transformar a sociedade”, ressalta Marga.

Visão de quem escreve – Igor Pellegrin Vobeto é um dos autores desse ano. Ele declarou que se sentiu inspirado e que a história veio com facilidade. “Já em sinto capaz de escrever uma carta”, afirma, destacando que os pais gostaram muito da sessão de autógrafos, que estavam orgulhosos dele. “Minha mãe falou que eu estou indo muito bem”, disse, satisfeito.

Gabriel Yuji Yokoyama destacou que gostou de escrever a história, mas também de atuar. “Minha maior dificuldade foi escrever no caderno e depois passar sem erro para o livro”, disse, mas essa dificuldade não o desanimou: “quero chegar na adolescência e continuar escrevendo mais”, finalizou.

E a adolescente Beatriz de Lourenço, que já está no 9º ano do Ensino Fundamental, tem a memória dessa experiência muito presente. “Lembro que foi logo que aprendi a escrever e via autores. Então foi uma oportunidade muito legal poder escrever nosso próprio livro”. Ela destaca a sessão de autógrafos com os pais como um momento muito especial. “Lembro que fiquei toda metidinha dando autógrafos”, destaca ela. A aluna também contou que, ao saber que o projeto comemora 10 anos, quase chorou. “Passar por tudo isso e ainda estar na escola traz uma nostalgia muito legal”, considera ela.