Com mão de obra de reeducandos e horta sustentável, a Escola Delmira Ramos é a 16ª entrega fruto da parceria pioneira do Governo e TJMS

Campo Grande deu um passo firme rumo à inclusão e à dignidade nesta segunda-feira (12), com a entrega da reforma da Escola Estadual Professora Delmira Ramos, no bairro Coophavila II.
Mais do que a revitalização física de uma unidade escolar, a ação representa o florescimento de uma política pública que combina educação de qualidade, reintegração social e desenvolvimento sustentável — alinhada aos pilares de um Mato Grosso do Sul mais verde, próspero, digital e inclusivo.
A 16ª obra integra o programa “Revitalizando a Educação com Liberdade”, uma parceria entre o Governo do Estado, o Tribunal de Justiça de MS, a Agepen e a Secretaria de Estado de Educação. Com investimento de R$ 650 mil, a reforma estrutural beneficiou mais de 2.200 m², com melhorias em telhado, banheiros, cozinha, rede elétrica e hidráulica.
Tudo realizado com a força de trabalho de 25 reeducandos do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, que atuaram como pedreiros, pintores, eletricistas e serralheiros.
“Cada parede erguida e cada espaço recuperado aqui traz consigo uma história de reconstrução — da escola e também de vidas. É esse o caminho de uma gestão inclusiva: que oferece oportunidades e acredita no poder da educação como instrumento de transformação”, afirmou o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha.
Além da estrutura física, a comunidade escolar celebra a chegada de um novo projeto que já brota com frutos e propósito: a Hortinha da Esperança. Implantada em uma área de 1.500 m², ela reúne hortaliças, raízes e frutas como alface, abobrinha, banana e mandioca, sendo mantida com tecnologias sustentáveis — como estufa telada, sistema de irrigação automatizada e uso de mulching. A produção, acompanhada tecnicamente pelo Senar/MS, abastecerá a merenda escolar e ainda contemplará pais de alunos e servidores.
“Essa horta é mais do que um projeto agrícola. Ela representa alimentação saudável, aprendizado prático, sustentabilidade e conexão entre os alunos e a natureza”, destacou a diretora da escola, Gigliola Vince.
Para o juiz Albino Coimbra Neto, da 2ª Vara de Execução Penal e idealizador do projeto “Revitalizando a Educação com Liberdade”, o sucesso do programa está na forma como ele une reinserção social e benefício coletivo.
“O projeto demonstra que é possível aplicar a legislação de forma responsável e inovadora, revertendo parte do salário dos apenados para financiar obras públicas. Com isso, promovemos dignidade, trabalho e cidadania”, afirmou.
A cada três dias de serviço prestado, um dia é remido da pena — um incentivo legal que reforça a importância do trabalho no processo de ressocialização. Além disso, os reeducandos recebem salário, do qual 10% é destinado a novas reformas em outras escolas.



















