Escola indígena Tengatui Marangatu implanta horta orgânica com alunos

Horta cultivada por alunos no contexto dos projetos de resgate da cultura na Reserva Indígena - Divulgação
Horta cultivada por alunos no contexto dos projetos de resgate da cultura na Reserva Indígena – Divulgação

A horta é uma atividade inserida no ano letivo de 2017 na escola localizada na Aldeia Indígena Jaguapiru em Dourados

Uma ação no contexto do Projeto Yvy Akandiré – Terra Sagrada, que visa levar ações de fomento à agroecologia e aos saberes tradicionais às escolas indígenas do município, implantou há algum tempo na Escola Indígena Tengatui Marangatu uma horta orgânica com o intuito de aprendizagem pedagógica e resgate cultural.

A atividade intitulada “Horta Orgânica: desafio para uma aprendizagem pedagógica” é encabeçada pelo biólogo e professor da escola, Cajetano Vera.

“O aluno precisa conhecer o ambiente no qual está inserido. É de extrema importância para que se possam adotar posturas coerentes em relação à conservação e utilização adequada dos recursos disponíveis. No contexto da aldeia, é de suma importância que a comunidade aprenda o cultivo de hortaliças, compreenda o ambiente e, assim, tenha auxílio na vida cotidiana”, disse Cajetano.

A horta é uma atividade inserida no ano letivo de 2017 na escola localizada na Aldeia Indígena Jaguapiru em Dourados. Segundo o professor, algumas variedades de hortaliças tiveram mais de mil unidades plantadas.

Respeitando a época de cada tipo de hortaliça, algumas foram colhidas e serviram, inclusive, para a merenda dos alunos. Ainda, o excedente foi comercializado à comunidade e os valores arrecadados foram destinados para benfeitorias na escola. “Esta é uma atividade que tem muito a trazer para os alunos no contexto do conhecimento”, disse Cajetano.

O Projeto Yvy Akandiré tem a intenção de resgatar práticas inerentes ao povo indígena com o foco de manter e fortalecer a cultura e fixar a identidade das etnias. O projeto é uma realização do Núcleo Especial de Educação Indígena (Neei), coordenado pelo professor Anastácio Peralta e tem total apoio da Coordenadoria Especial de Assuntos Indígenas (Ceaid).

Com a colaboração das equipes de Saberes Indígenas na Escola, da UFGD/Faind e da Neei, as ações visam implementar a educação agroecológica com o cultivo totalmente natural e manter os saberes tradicionais da cultura indígena, que por si só tem como características o cultivo orgânico.

A Prefeitura de Dourados é o órgão público mais próximo das aldeias por meio do Ceaid e com o Neei, a educação ganha força no combate a problemas sociais.