Equipe de robótica da Escola do Sesi de Dourados levará “tijolo adaptado” a torneio no Espírito Santo

Alunos em visita à uma obra em Doirados – Assessoria

Com o tema “City Shaper”, que dá aos estudantes o poder de ajudar a construir cidades cada vez melhores, a etapa regional do Torneio de Robótica First Lego League (FLL), que será disputada em Vitória (ES), dias 14 e 15 de fevereiro, terá a participação da equipe de robótica “MegaMente”, formada por alunos da Escola do Sesi de Dourados. Os estudantes levarão para a competição o projeto de um novo modelo de bloco modular, semelhante ao formato de um tijolo de oito furos.

Formada pelos alunos Yasmin Fidelis, 2° ano do Ensino Médio, Heitor Borges, 9° ano do Ensino Fundamental, João Gabriel Lira, 7° ano do Ensino Fundamental, Gustavo Godoy, 2° ano do Ensino Médio, e Maria Eduarda Kuhn, 9° ano do Ensino Fundamental, a equipe “MegaMente” denominou o projeto de B.Hi.M (Bloco Híbrido Modular), que tem como objetivo reduzir o custo na construção civil e tem um viés sustentável.

“O bloco de tijolo é hibrido, uma junção do tijolo de oito furos e o bloco modular, que já existe. Porém, a ideia é baratear o custo, já que os blocos modulares existentes no mercado têm um valor elevado, encarecendo o custo da obra. Uma construção que utilizar o Bloco Híbrido Modular terá uma economia, pois não precisará quebrar a parede para passar a tubulação de fios, evitará assim desperdício de material”, explicou o técnico da equipe Wesley Coelho, que é professor da disciplina de Física na Escola do Sesi de Dourados.

Wesley Coelho completa que outro ponto é minimizar o impacto ambiental porque, hoje, a construção civil gera uma grande quantidade de resíduos que são despejados na natureza. “Os estudantes tiveram a possibilidade de aliarem os conhecimentos técnicos e o crescimento pessoal em uma mesma experiência”, pontuou.

Preparativos

Ele acrescenta que, além de desenvolver o projeto de inovação e o robô para resolver as missões, os alunos também vão compartilhar todo o conhecimento e praticar o core values, que são os valores do torneio. “A metodologia Steam, adotada pelo Sesi, vem justamente ao encontro ao que trabalhamos com o time de robótica”, analisou.

Integrante dos projetos de robótica desde 2018, o aluno Heitor Borges Cassuci, 13 anos, conta que iniciou no grupo da OBR (Olímpiada Brasileira de Robótica) e agora faz parte da equipe “MegaMente”, que irá disputar o FLL. “Eu estou aprendendo bastante e gostando muito de participar dessa equipe. Espero no torneio me divertir, aprender bastante e compartilhar”, declarou.

Já a aluna Maria Eduarda da Silva Kuhn, 13 anos, está ansiosa para participar do FLL. “Estou muito confiante no projeto, no nosso robô e no core values. Vamos tentar creditar ao máximo nesse torneio”.

A diretora da Escola do Sesi de Dourados, Sibele Garcia e Silva, comenta que toda a equipe pedagógica está confiante e na torcida para que os alunos representem a instituição de forma brilhante. “Penso que é muito importante para os alunos da nossa. Participar desse tornei reafirma o nosso compromisso com a robótica. Somos pioneiros e nossos competidores desenvolveram de forma inteligente um projeto de pesquisa. Foi necessário um planejamento e muita criatividade para desenvolver algo que venha a melhorar a vida das pessoas. Esse é o objetivo maior do torneio”, declarou.

O torneio

O Torneio de Robótica First Lego League, que faz parte de um programa internacional de exploração científica que promove o ensino de ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática no ambiente escolar por meio de atividades lúdicas, desafia estudantes a buscarem soluções para problemas do dia a dia da sociedade moderna.

Os temas são diferentes a cada temporada e, neste ano, os times terão que apresentar soluções inovadoras para melhorar, por exemplo, o aproveitamento energético nas cidades e a acessibilidade de casas e prédios. Podem participar estudantes de 9 a 16 anos de idade, de escolas públicas e particulares. Cada equipe pode ter de 2 a 10 competidores, com dois treinadores adultos. Ao todo são 100 equipes competindo.

Os alunos precisam trabalhar em sintonia tendo como base valores como respeito, ganho mútuo e competição amigável. Seguindo regras feitas especificamente para cada temporada, eles constroem robôs baseados na tecnologia LEGO Mindstorm, que devem ser programados para cumprir uma série de missões.