Entender, respeitar e ensinar a Páscoa!, por Wilson Aquino

Wilson Aquino é jornalista e professor – Divulgação

Assim como Papai Noel nada tem a ver com o Natal, que deveria ser inteiramente voltado com maior respeito, alegria e devoção ao nascimento de Jesus Cristo, o coelho e os ovos de chocolate em absolutamente nada remetem à Páscoa, outra data sagrada, de profundo cunho religioso, que representa a Ressurreição de Cristo, mas que parece ter caído no esquecimento do indivíduo e de famílias.

Embora a Ressurreição seja o maior significado dessa comemoração, a verdade é que a Páscoa, conhecida pelos judeus como “pessach” que significa “passagem”, remete à libertação do povo hebreu da escravidão no Egito há cerca de 1.500 a.C.

Para maior entendimento a respeito da origem da Páscoa, as Escrituras Sagradas nos ajudam e é o próprio Senhor quem conta, como se encontra em Êxodo 12:

12 – E eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo primogênito na terra do Egito, desde os homens até os animais; e sobre todos os deuses do Egito executarei juízos. Eu sou o Senhor.

13 – E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; e vendo eu o sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortalidade, quando eu ferir a terra do Egito.

14 – E esse dia vos será por memória, e celebrá-los-eis por festa ao Senhor; nas vossas gerações celebrareis por estatuto perpétuo.

24 – Portanto, guardai isto por estatuto para vós e para vossos filhos para sempre.

26 – E acontecerá que, quando vossos filhos disserem: Que rito é este vosso?

27 – Então direis: Este é o sacrifício da Páscoa ao Senhor, que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se e adorou.

Em resumo é isso: o Senhor prometeu castigar todo primogênito do Egito e orientou seu povo, os hebreus, a sacrificarem um cordeiro imaculado e a passarem o sangue sobre seus portais para que o Senhor fizesse a passagem (pessach = páscoa) sobre suas casas sem que ninguém fosse ferido.

E ordenou também que essa se tornasse uma comemoração perpétua entre os povos em toda a terra.

Com o passar dos tempos, mais precisamente há 2.000 anos atrás, o Filho de Deus, Jesus Cristo, veio para ser sacrificado em lugar do cordeiro, para a salvação da humanidade. É por isso que a comemoração “perpétua” da Páscoa ganhou maior reforço para a humanidade, pois representa também a ressurreição de Cristo, o Cordeiro de Deus que morreu pelos pecados do mundo e que nos livrou da morte espiritual.

Cristo se sacrificou por amor e dedicação a todos nós. Depois de sua morte, o homem não precisou mais fazer sacrifícios de animais para demonstrar o seu amor e respeito ao Senhor. Agora, basta apenas que reconheça Seu poder e Sua glória e obedeça Seus ensinamentos e mandamentos, para que tenha uma vida alegre e segura, agora e para sempre. Por toda eternidade.

Diante de tanto sacrifício e ensinamentos, inclusive pelo exemplo de Cristo, é lamentável vermos o que grande parte das pessoas faz com a Páscoa, o Natal e outras datas comemorativas e principalmente no dia a dia, quando deveriam louvar e enaltecer o nome de Deus e de nosso Salvador, Jesus Cristo.

É triste ver o quanto o homem blasfema e ignora o poder e glória de Deus. Se esquece que cedo ou tarde vai chorar de tristeza e dor e reclamar de tamanho sofrimento no dia a dia, sem consolo, sem amparo, em desespero, se não tiver o Senhor no coração.

É dever do pai e de toda mãe ensinar princípios do Evangelho às crianças. Nada contra o consumo de ovos de chocolate no final da Semana Santa, mas o que não pode é deixar as crianças ignorantes ao conhecimento espiritual que rege o verdadeiro sentido das coisas, da vida. Lamentável que com o tempo e com o trabalho do maligno, essa educação e veneração ao Senhor vão ficando no esquecimento, a ponto de se chegar no domingo de Páscoa e todos se voltarem e venerarem um coelho, se esquecendo completamente da alegria da Ressurreição de Jesus Cristo.

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