Entre os empresários consultados pelo levantamento, 18% preveem aumento no nível de contratação nos últimos meses do ano, 10% esperam queda e 70% projetam estabilidade.

O índice que mede a expectativa de emprego no Brasil aponta para um quadro modesto do mercado de trabalho até o fim do ano, segundo pesquisa da consultoria ManpowerGroup divulgada nesta terça-feira (10).

Entre os empresários consultados pelo levantamento, 18% preveem aumento no nível de contratação no quarto trimestre, 10% esperam queda e 70% projetam estabilidade.

Como resultado, o índice que apura a Expectativa Líquida de Emprego está positivo em 9% – já feito o ajuste sazonal. O indicador está dois pontos percentuais acima do observado no mesmo período do ano passado.

“A pesquisa mostra que os empresários estão efetivamente aguardando o crescimento da economia voltar a criar emprego”, afirma o presidente do ManpowerGroup no Brasil, Nilson Pereira.

O levantamento entrevistou 59 mil empregadores de 44 países, sendo 850 brasileiros.

No recorte regional, o melhor desempenho do mercado de trabalho deve ser observado em Minas Gerais. Entre os empresários mineiros, a intenção de contratação está positiva em 18%, também levando-se em conta o ajuste sazonal. Na sequência, aparecem o estado de São Paulo (10%), Paraná (7%) e Rio de Janeiro (5%).

Setores

Entre os oito setores pesquisados pelo levantamento, o desempenho esperado para os últimos meses do ano deve ser bastante homogêneo.

A contratação deve ser mais intensa na construção civil, que esboça uma retomada depois de anos de recessão. A expectativa líquida de emprego está positiva em 12 pontos percentuais. O desempenho mais fraco será o da indústria, com saldo positivo de 8%.

“Todos os setores estão com uma expectativa parecida, inclusive a construção civil, que vinha com um desempenho negativo nos últimos anos”, afirma Pereira.

Desempenho global

No ranking global, o Brasil está na 14ª colocação entre os países com mais intenção de contratação no quarto trimestre. A liderança é do Japão (mais 26%) e Taiwan (diferença positiva de 21%).

As últimas posições são ocupadas por Espanha (0%), República Tcheca (+2%) e Suíça (+3%).

Do G1