Empresários sul-mato-grossenses tiveram a chance de conhecer, nesta quinta-feira (08/06), no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), as potencialidades econômicas e turísticas da Suíça em seminário promovido pelo CIN (Centro Internacional de Negócios) da Fiems, em parceria com a Semagro (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) e com a Embaixada da Suíça no Brasil.

Conduzindo o evento, o presidente da Fiems, Sérgio Longen, apresentou o panorama industrial do Estado e destacou a importância de oportunidades como as que foram criadas durante o seminário. “Mato Grosso do Sul é um Estado novo, mas que caminha a passos largos rumo ao desenvolvimento industrial. Estabelecer esse tipo de contato muito nos satisfaz, pois sabemos que resultará em boas oportunidades de negócios para os empresários locais”, frisou.

O superintendente de Indústria, Comércio, Serviços e Turismo da Semagro, Bruno Gouvêa Bastos, apresentou números referentes à balança comercial, importação e exportação, além de abordar as potencialidades do Estado. “Ainda temos uma relação de mercado tímida com a Suíça. Em 2016, o produto que mais exportamos para o país foi a carne de aves fresca, refrigerada ou congelada, totalizando US$ 421 mil. Mas, considerando a política de atração de novos empreendimentos do Governo do Estado, baseada na concessão de incentivos fiscais, acredito que essa realidade possa mudar muito em breve”, declarou.

Já o embaixador da Suíça no Brasil, André Regli, destacou o fato de se tratar da primeira visita oficial a Mato Grosso do Sul e ressaltou a importância de sair das rotas comerciais tradicionais, como São Paulo e Rio de Janeiro. “Mato Grosso do Sul tem um potencial tremendo que a Suíça desconhece. E, mesmo com as diferenças que existem entre o Estado de vocês e o nosso país, temos uma característica importante em comum, que é o pequeno mercado consumidor. Logo, precisamos viabilizar a exportação dos nossos produtos” afirmou, comprometendo-se a trabalhar em prol da abertura de mercado, do livre comércio entre as duas localidades.

Phillippe Braz, cônsul econômico e diretor do Swiss Business Hub Brazil, endossou o discurso do embaixador e lembrou que, mesmo sendo um país pequeno, a Suíça é o 7º maior exportador mundial de produtos químicos e farmacêuticos. “A exportação é muito natural para nós, justamente por causa do pequeno mercado consumidor. Mas é bom destacar que a internacionalização representa desafios. É preciso entender a cultura do business em cada mercado”, pontuou.

Para encerrar o seminário, Luciana Lima, gerente de recursos humanos da Omya Brasil, indústria mineradora criada na Suíça e que inaugurou uma planta em Três Lagoas (MS), contou a história da empresa e falou sobre as facilidades de se investir no Brasil. Enquanto a diretora do turismo da Suíça no Brasil, Christina Gläser, falou sobre as potencialidades turísticas do seu país, especialmente as direcionadas para empresas e corporações.

Empresários

Dezenas de empresários dos mais diversos segmentos acompanharam com entusiasmo o seminário. Esse foi o caso de Ana Helena Mattos, proprietária da Anna Mattos Cosméticos, empresa que fabrica cosméticos à base de bioativos do Cerrado e do Pantanal. Ela saiu do seminário decidida a estudar com afinco o mercado suíço. “Com apoio irrestrito do CIN da Fiems, já estamos em fase avançada de negociação com a Espanha. Agora, cientes da possibilidade de um acordo de livre comércio entre o Brasil e a Suíça, pensaremos seriamente nesse novo mercado”, falou.

Já Stefano Facchin, proprietário da Cold Line, indústria de equipamentos frigoríficos, contou que já exporta para a Bolívia e para o Paraguai, sendo que a intenção é ampliar ainda mais o mercado externo. “Estamos estudando alguns outros mercados dentro da América do Sul. Mas fiz questão de participar deste evento porque um dos nossos principais fornecedores de compressores é uma empresa suíça”, contou.

Proprietário da Project, o engenheiro-civil Julio Alt Viveros concluiu que realidades diferentes podem resultar em grandes oportunidades. “Trabalho com a construção de empreendimentos habitacionais, como casas e condomínios. Participei do seminário para entender um pouco mais a respeito do mercado suíço, saber o que eles buscam e, porque não, avaliar possibilidades de parcerias”, opinou.