Em Cuba, Dilma defende liberdade de Lula

Foro de São Paulo reuniu líderes de esquerda em Havana – Foto: Epa

A ex-presidente Dilma Roussef participou do 24º Encontro do Foro de São Paulo, em Cuba, que terminou nesta terça-feira (17) com a publicação de um manifesto que afirma que a “América Latina e o Caribe continuarão ativos na luta” para uma sociedade mais justa.

Durante a leitura do documento, a secretária executiva do Foro, Mónica Valente, lembrou que os participantes do encontro queriam que fosse reiterado o pedido de liberdade imediata do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

“Lula livre, Lula inocente, Lula presidente!”, exclamou Valente, que atribuiu a prisão de Lula a um “efeito de um novo tipo de golpe de Estado exercido por parte do imperialismo para atacar a região”. O ex-presidente completou, ontem (17), 100 dias desde que foi encarcerado em Curitiba. O Foro, que acontece desde 1990, tendo Fidel Castro e Lula entre os fundadores do encontro, ocorreu em Havana e funciona como reunião para elencar os interesses, projetos e situação da esquerda latinoamericana.

Na declaração lida pela Valente, foi pedido categoricamente que “continuemos na luta de frente à uma ofensiva reacionária, conservadora e neoliberal das elites mundiais”, promovida pelo “capitalismo do governo dos EUA, dos seus aliados e das classes hegemônicas”.

Discutindo ainda outras situações recentes na Amética Latina “por efeito das ações norte-americanas”, o Foro citou o “embargo econômico contra Cuba, a situação social na Argentina (do presidente Mauricio Macri), a independência de Porto Rico e o avanço da direita no Chile, na Colômbia e no Paraguai”. Além disso, os participantes do encontro manifestaram solidariedade à Venezuela, e à situação da Nicarágua, prestando honras “ao presidente Daniel Ortega e ao povo nicaraguense” pela violência que, nos últimos meses, causaram mais de 200 mortes no país.

No encontro, participaram também os presidentes de Venezuela, Bolívia, Salvador e Cuba: Nicolás Maduro, Evo Morales, Salvador Sánchez Cerén e Miguel Díaz-Canel, respectivamente.

Da AnsaFlash