Elias Ishy homenageia mulheres indígena e quilombola em Dourados

“Sabemos que essas homenagens vão para além delas devido a força e importância dessas guerreiras nos movimentos”, afirma

Antônia Aparecida de Oliveira Souza, da Associação Rural Quilombola Dezidério Felipe de Oliveira (Picadinha) – Divulgação

Continuando a série de homenagens em especial na luta pela vida alusiva ao Dia Internacional das Mulheres (8M), o vereador Elias Ishy encaminhou uma Moção de Congratulações a Antônia Aparecida de Oliveira Souza, da Associação Rural Quilombola Dezidério Felipe de Oliveira (Picadinha) e a nhandesy Alda Silva, mulher Indígena Kaiowá, Kuña tendota mbarete. “Sabemos que vai ecoar para além delas devido a força e importância dessas guerreiras”, afirma o parlamentar.

Trabalhadora, determinada, guerreira e amorosa são uns dos tantos adjetivos que Ishy acredita ser relacionados a Antônia, que é bisneta de Dezidério e que tem história marcada na luta do quilombo. Ela tem 53 anos, é mãe, esposa, avó, filha e irmã completamente dedicada à sua família. Iniciou o trabalho na lavoura ainda muito nova onde adquiriu o amor pela vida rural. Atualmente, é uma produtora da Agricultura Familiar, preocupada com a segurança alimentar, levando alimentos de qualidade a diversas famílias douradenses. “Sem dúvidas ela é digna de ser homenageada e de ser lembrada todos os dias”, afirma.

Já Dona Alda, como é conhecida, é rezadora, liderança na Aldeia Jaguapiru de Dourados, uma das principais articuladoras da Grande Assembleia das Mulheres Kaiowá e Guarani, Aty Kuña e presidente do Centro Organizacional da Etnia Kaiowá do município. Ela revela a importância do protagonismo feminino na luta por melhorias nas condições de vida dos indígenas, envolvendo os direitos à saúde, educação, moradia e a terra e o enfrentamento à violência doméstica.

A nhandesy é referência em sua comunidade pelo papel espiritual que desempenham – no guarani, esse termo significa “nossa mãe”. “Essa senhora nos leva a percorrer os seus caminhos, com altivez e segurança de mulher guerreira, junto ao grupo que produz artesanato e alimentos, em situação de vulnerabilidade, para as quais dedica cuidado e atenção. Está sempre atenta e cuidadosa na preservação dos costumes, da cultura e dos saberes indígenas na aldeia”, enfatiza o documento.

“Essas homenagens não são só a elas, mas à luta das mulheres quilombolas e indígenas de MS”, finaliza Ishy.

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