Elias Ishy é contra o corte de 97% no orçamento - Foto: Thiago Morais
Elias Ishy é contra o corte de 97% no orçamento – Foto: Thiago Morais

Vereador afirma que devemos que ter uma política de Estado e não adotarmos uma postura pessimista

Durante a sessão desta segunda-feira (13), a Tribuna Livre da Câmara foi ocupada pela secretária de Assistência Social, Ledi Ferla, que falou um pouco de como as cidades serão impactadas pelo corte proposto de 97% em Assistência Social, definido no orçamento de 2018 pelo Governo Federal.

O vereador Elias Ishy (PT) falou sobre o tema e aproveitou para lembrar as desigualdades econômicas do país, como também questionou o compromisso dos partidos e dos políticos, principalmente para os próximos anos, com a área. “Qual o país que queremos e precisamos? O que atende o povo ou que atende a desigualdade?”, indagou.

Segundo ele, o anúncio da redução do orçamento não deve ser visto apenas como um efeito da crise econômica que afeta o país, mas como um alerta de que há um desmonte de vários setores, como da saúde e assistência social. Ishy explica que esses cortes podem resultar no fim de programas como o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e o CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social). “Só nesses, são referenciadas mais de 30 milhões de famílias”, destaca.

O parlamentar explica que somente com boa vontade não há como trabalhar. “Temos que ter uma política de Estado e não adotarmos uma postura pessimista ou cair no conformismo. Necessitamos também ocupar espaços de participação e não achar que a solução se encontra apenas relacionada apenas ao Estado”, finaliza.

Nesta terça-feira pela manhã ainda será realizado um ato na Praça Antônio João, cujo objetivo é chamar a atenção para o assunto.