• Por Rozembergue Marques

Todos os candidatos a prefeito (a) de Dourados deveriam incluir em seus programas de governo a implantação dos terminais Leste e Oeste como prioridades no que tange ao transporte coletivo. Enviar à Câmara um Projeto criando subsidio ao setor também é medida premente que pode contribuir para melhoria na outra questão que aflige os usuários: o preço da passagem/tarifa.

A implantação dos terminais (a estação Oeste seria instalada nas imediações do Parque Antenor Martins, na Rua Joaquim Távora, Jardim Clímax. Já a Estação Leste no Jardim Márcia, entre as ruas Wilson Dias Pinto e Marechal Rondon) faz parte do Plano de Reestruturação do Transporte Coletivo Municipal, elaborado em 2013 pela equipe do conceituado arquiteto e urbanista Edson Marcchioro. A elaboração do Plano, que já teve boa parte de suas recomendações incluídas na licitação na modalidade “técnica e preço” no dia 19 de janeiro de 2015 e na qual se sagrou vencedora a empresa Medianeira, aconteceu após os protestos de estudantes ocorridos em todo o país. Em Dourados, os estudantes chegaram a ficar 40 dias acampados na Câmara Municipal.

A empresa cumpriu os requisitos estabelecidos na licitação e já tem a maior parte de suas linhas adaptadas ao Plano de Marcchioro. Faltou, porém, o Município fazer o “dever de casa” e construir as duas estações, que fazem parte da etapa inicial. O novo modelo prevê linhas regionais abastecendo estas estações e a construção, ao longo da Avenida Marcelino Pires, de cinco pontos principais de ônibus, que funcionarão como pequenas estações e se somarão ao ponto da Praça Antônio João.

Com o Plano capenga, embora já aprovado pelo Ministério das Cidades dois Projetos que totalizam pouco mais de quatro milhões mas que patina na burocracia, os números mostram a necessidade de que seja agilizada a implantação dos dois terminais, que vão otimizar o sistema e permitir a diminuição do tempo de espera, o aumento dos horários e a circulação de ônibus expressos, que ligarão os dois terminais sem parada.

O repórter tomou como base o dia 15 de fevereiro deste ano. Nesse dia, a empresa transportou em torno de 20.500 passageiros nas 25 linhas que opera. 49% desses passageiros foi de beneficiários de gratuidades. Esses números mostram que está na hora da Prefeitura pensar, além de cumprir sua parte e implantar os terminais, na adoção de subsídio, em prática em vários países e em várias cidades do Brasil como forma de baratear a tarifa, hoje no valor de R$ 3, 50, embora a empresa tenha apresentado uma planilha na qual pleiteava R$ 4,00.

Tema polêmico e que faz parte do dia a dia do cidadão, desatar esse “nó” que é o transporte coletivo será, como mostram os números e como sabem muito bem os usuários do sistema, um dos principais desafios do próximo gestor. A estação Oeste inclusive já tem até nome: o Diário Oficial do Município a sanção do prefeito Murilo à Lei nº 3.941, de 27 de outubro de 2015, aprovada pela Câmara de Vereadores e que denominou a Estação de Integração Oeste Anis Faker, em homenagem ao ex-deputado estadual por Dourados, o empreendimento público ainda inexistente.

  • Jornalista
Orteco