Educadores de Dourados entram em greve na próxima segunda-feira

Sem nenhuma proposta do Governo Municipal, servidores/as da Educação deflagram greve por tempo indeterminado na próxima semana - Foto: SIMTED
Servidores da Educação realizaram Assembleia na manhã desta quarta-feira no Centro Administrativo Municipal – Foto: SIMTED

Profissionais da Rede Municipal de Educação de Dourados entram em greve por tempo indeterminado na próxima segunda-feira, dia 21 de agosto. Sem nenhuma proposta por parte da prefeitura, a negociação salarial se arrasta desde o mês de maio.

Em assembleia no Centro Administrativo Municipal, na manhã desta quarta-feira (16), os/as educadores/as denunciaram a redução de salários, corte de direitos e dificuldades para negociar as demandas da Educação com a atual administração.

Profissionais da Educação Indígena também estiveram presentes e falaram das dificuldades enfrentadas pelas comunidades relacionadas ao ensino público.

São reivindicações dos/as educadores/as o cumprimento da Lei Nacional do Piso do Magistério, com reajuste de 7,64%; e o mesmo percentual para os/as servidores/as administrativos da REME, com pagamento de valores retroativos relativo ao mês de abril (data base).

A categoria aguardou duas solicitações de tempo, por meses, para que a administração efetuasse estudos orçamentários. Porém, durante a negociação com o SIMTED, nenhuma proposta concreta (com percentuais e/ou datas para cumprimento das leis) foi efetuada pelo Governo Municipal.

Dessa maneira, por unanimidade, os/as profissionais da Educação decidiram pela realização de greve por tempo indeterminado nas escolas municipais e Centros de Educação Infantil de Dourados.

Na próxima segunda (21), os/as trabalhadores/as se reúnem, às 08 horas, no SIMTED para encaminhamentos da greve.

Prefeitura

Em material distribuído pela assessoria de comunicação da prefeitura nesta terça-feira, 15, a prefeita Délia Razuk afirmou que “em relação à negociação salarial com servidores da Educação, se houver greve não será por falta de negociação e clareza nas exposições da administração”.

Os gestores municipais reconhecem a insurgência dos educadores como legítima, porém, inoportuna, diante da realidade econômica do município, que não permite atender, nesse momento, as reivindicações da categoria.