Dourados lidera ranking nacional em casos de estupro de vulnerável, aponta estudo

Advogada afirma que reflexões incentivam a conscientização sobre o assunto, além de proporcionar um maior suporte às vítimas

O Agosto Lilás é uma campanha que foi estabelecida pelo governo brasileiro em 2022, definindo este mês como o de conscientização sobre o combate à violência contra a mulher. Essa iniciativa foi estabelecida por meio de uma lei, e a escolha do mês se deu, pois, em 7 de agosto de 2006, foi sancionada a tão conhecida Lei Maria da Penha, que neste ano completou 18 anos de promulgação. A ação procura conscientizar a população para reprimir casos de violência contra a mulher em nosso país.

Entretanto, a nova edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024, revela um cenário alarmante em Mato Grosso do Sul, com destaque negativo para Dourados, como o município com o maior índice do país, entre as cidades com mais de 100 mil habitantes, em relação a violência sexual contra vulneráveis. O estudo destaca que região ocupa a primeira posição no ranking nacional com uma taxa de 343,2 ocorrências por 100 mil habitantes na faixa etária de 0 a 13 anos. A cidade é seguida por Sorriso (MT) e Passo Fundo (RS), que também apresentam índices elevados.

A pesquisa, realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta ainda que o Estado sul-mato-grossense é um dos mais violentos contra as mulheres, sendo preocupantes os números de feminicídios e agressões físicas a esse público. De acordo com os dados, a taxa de ocorrências em Mato Grosso do Sul apresentou um crescimento de 9,6% em 2023, alcançando a marca de 79,2 casos por 100 mil habitantes.

Rilziane Guimarães Melo, advogada, Presidente do Conselho Municipal Dos Direitos das Mulheres – CMDM – biênio 2023/2025 e docente do curso de Direito da Faculdade Anhanguera, aponta que o tema possui significativa importância social e envolve um crime que precisa ser denunciado e enfrentado. “Abordar essa questão no debate público não apenas conscientiza sobre a identificação de comportamentos inadequados, mas também orienta sobre onde e quando realizar denúncias”, complementa.

Abaixo, a especialista recomenda algumas ações a serem realizadas em casos futuros:

  • Promover o debate sobre igualdade de gênero;
  • Promover o empoderamento econômico, social e político de mulheres e meninas;
  • Conscientização e reconhecimento de comportamentos misóginos e violentos;
  • Acolhimento e encaminhamento adequado das vítimas.

Sobre a Anhanguera

Fundada em 1994, a Anhanguera faz parte da vida de milhares de alunos, oferecendo educação de qualidade e conteúdo compatível com as necessidades do mercado de trabalho, em seus cursos de graduação, pós-graduação e extensão, presenciais ou a distância. Em 2023, passou a ser a principal marca de ensino superior da Cogna Educação, com o processo de unificação das instituições, visando o conceito lifelong learning, no qual proporciona acesso à educação em todas as fases da jornada do aluno. A instituição ampliou seu portfólio, disponibilizando novas opções para cursos Livres; preparatórios, com destaque para o Intensivo OAB (Ordem dos Advogados do Brasil); profissionalizantes, nas mais diversas áreas de atuação; EJA (Educação de Jovens e Adultos) e técnicos. Com grande penetração no Brasil, a Anhanguera está presente em todas as regiões com 106 unidades próprias e 1.398 polos em todo o país. A instituição presta inúmeros serviços à população por meio das Clínicas-Escola, na área de Saúde e Núcleos de Práticas Jurídicas, locais em que os acadêmicos desenvolvem os estudos práticos. Focada na excelência da integração entre ensino, pesquisa e extensão, a Anhanguera tem em seu DNA a preocupação em compartilhar o conhecimento com a sociedade.

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