Após concluída a primeira parte do “Diálogo da Indústria com os Candidatos à Presidência da República”, realizada na manhã desta quarta-feira (04/07) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), no CICB (Centro Internacional de Convenções do Brasil), em Brasília (DF), os diretores do Sistema Fiems fizeram uma análise das propostas apresentadas pelos três primeiros pré-candidatos e acreditam que, ao conhecerem as propostas do principais nomes que disputam o caro de  presidente do Brasil, poderão avaliar as perspectivas para o cenário econômico e, desta forma, planejar investimentos para os próximos anos.

Pela manhã, os pré-candidatos à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (REDE) e Jair Bolsonaro (PSL), apesentaram seus planos de governo voltados para a indústria, enquanto no período da tarde será a vez de Henrique Meirelles (MDB), Ciro Gomes (PDT) e Álvaro Dias (Podemos). Na avaliação do presidente da Biosul (Associação dos Produtores de Bionergia de Mato Grosso do Sul), Roberto Hollanda, conhecer as intenções dos pré-candidatos é fundamental diante do momento político por que passa o país.

“Acredito que a CNI presta um grande serviço para o setor produtivo do Brasil como um todo porque é uma necessidade saber a proposta de cada um. Quando nós estamos em um evento como esse, a gente distingue a conversa fácil do conteúdo. Já começamos o dia e vimos propostas de três candidatos, podemos avaliar e pesar aqueles que estão com mais sintonia com o momento que o Brasil está precisando”, opinou Roberto Hollanda.

Para a presidente do Silems (Sindicato das Indústrias de Laticínio de Mato Grosso do Sul), Milene Nantes, os presidenciáveis buscaram se ater aos temas de interesse da indústria. “Entendo como importante esse painel de diálogos, porque assim nós temos conhecimento do que esses candidatos podem realmente trazer para a indústria. Foram assuntos realmente pertinentes ao setor, temas que o empresário realmente precisa ter conhecimento”, comentou a empresária, ressaltando a oportunidade que o público teve de interagir com os pré-candidatos.

O evento foi bastante interativo, com a possibilidade de empresários previamente selecionados fazerem perguntas ao presidenciável. Para os demais, três perguntas elaboradas pela CNI eram expostas em um telão e, em cada cadeira da plateia, havia um dispositivo para que o empresário escolhesse qual questionamento gostaria que fosse feito. O mais votado deveria então ser respondido.

Para a empresária Silvana Gasparini, que também é do segmento laticínio, com a palestra, cada pré-candidato pôde apresentar seu perfil. “O Alckmin é aquele político experiente, tem uma bagagem muito boa, fez um bom governo em São Paulo e acredito que ele seja um forte candidato. A Marina demonstrou manter o mesmo discurso, que inclusive acredito ter sido em desacordo com a plateia que estava ali, criticando a reforma trabalhista, não foi muito estratégico da parte dela. Já o Bolsonaro é uma figura totalmente extremista, mas que, às vezes, faz a gente pensar se o Brasil não está precisando dessa sacudida mesmo para mudar todo sistema, um mecanismo que está instalado. Seria um tiro no escuro, mas resta saber se esse tiro vai no alvo que a gente precisa”, ponderou.

Presidente do Silems (Sindicato da Alimentação de Mato Grosso do Sul), Sandro Mendonça, também avaliou as perguntas aos pré-candidatos foram feitas de maneira democrática, e o evento foi relevante para o setor. “Acredita-se que Geraldo Alckmin diga tudo que o empresário quer ouvir e a Marina Silva como esquerdista colocou nada com nada, como sempre. Mas é o perfil de cada um, tem gente que gosta, outros não. Já o Bolsonaro é de um movimento novo, mostrou-se despreparado, mas humilde para colocar suas propostas e acredito que ele agrade muito com isso”, disse.