8º Encontro da Escola Brasileira de Química Verde começou nesta terça-feira e segue até quarta-feira, 07, no ISI Biomassa – Divulgação

Ao abrir o 8º Encontro da Escola Brasileira de Química Verde, que começou nesta terça-feira (06/11) e segue até esta quarta-feira (07/11), no ISI Biomassa (Instituto Senai de Inovação em Biomassa), em Três Lagoas (MS), a diretora do Instituto, Carolina Andrade, destacou a oportunidade de sediar o evento, mobilizando as indústrias ligadas a essa temática para a discussão sobre aproveitamento de resíduos.

“Estamos sediando pela primeira vez em Mato Grosso do Sul o Encontro da Escola Brasileira de Química Verde, o que por si só já é um atrativo não só para mobilizar as indústrias ligadas a essa temática, mas também o pessoal da academia, como alunos, professores, futuros profissionais que vão trabalhar com a transformação da biomassa com um olhar para a questão da química verde, de processos verdes utilizando a química”, afirmou Carolina Andrade.

Ela ainda reforçou a presença de palestrantes nacionais e internacionais e representantes de instituições ligadas ao fomento, como Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). “Teremos uma abordagem ligada a financiamentos para cooperação internacional. Acho que vai ter uma riqueza muito grande de abordagem principalmente por parte das indústrias, já que esse encontro vai focar no aproveitamento de resíduos”, acrescentou.

Carolina Andrade completa que o encontro consolida o posicionamento do ISI Biomassa como provedor de pesquisa, desenvolvimento e inovação para o setor de transformação de biomassa. Ainda na abertura do evento, o coordenador de pesquisas do ISI Biomassa, José Paulo Castilho, apresentou aos presentes a rede Senai, destacando os 25 institutos de inovação do Senai existentes no País.

“Os Institutos Senai de Inovação foram criados para ajudar a indústria a desenvolver novos produtos e processos para aumentar sua competitividade. A lógica é ter diversos institutos e cada um com uma especialidade, sendo que o nosso aqui em Três Lagoas é em biomassa, atendendo o Brasil inteiro e trabalhando em rede”, salientou José Castilho.

Ele explicou que o ISI Biomassa está localizado em Três Lagoas pela importância da economia da região, principalmente no segmento da celulose e papel. “O Instituto em si é dividido em quatro áreas: biotecnologia, resíduos, materiais e energia e sustentabilidade. Cada uma dessas áreas contribui de uma forma para o desenvolvimento desses processos e a ideia é atender principalmente os segmentos de papel e celulose, sucroenergético, químico, petroquímico, cosméticos e biocombustíveis”, detalhou.

O coordenador de pesquisa também pontuou as formas de fomento para a indústria. “A primeira é a mais simples, que é a contratação direta, em que a indústria paga todo o investimento do projeto, mas temos também os editais de inovação do Senai, com datas marcadas. Além disso, o ISI Biomassa é uma entidade Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), que conta com fomento do Governo Federal e a indústria tem o financiamento de dois terços do projeto”, finalizou.