Um dos principais jogadores da seleção argentina, Di María comentou em entrevista ao jornal Olé sobre o período no qual Sampaoli comandou a equipe albiceleste. O meia afirmou que o ambiente entre jogadores e comissão técnica na preparação para a Copa do Mundo foi tumultuado, indicando ainda que não havia união entre as duas partes.

“Antes da Rússia, era tudo uma bomba-relógio, parecia que a qualquer momento explodia algo e isso também era difícil de lidar. Agora é diferente”, disparou o jogador.

“Aprendemos muitas coisas. Uma é que a comissão técnica e os jogadores têm de ser uma só pessoa, todos têm de estar unidos. Isso é o principal para alcançar o objetivo. Isso foi vivido com Sabella e com Martino. Ali eramos um grupo unido, não havia problemas com ninguém. Não entre os jogadores. Isso é fundamental”, completou.

Sampaoli comandou a Argentina em 15 partidas, sendo quatro delas na Copa do Mundo. Foram sete vitórias, quatro empates e quatro derrotas nesse período. No Mundial, a seleção caiu nas oitavas de final para a França, depois de perder por 4 a 3.

“Na verdade, é difícil dizer algo desse Mundial. Houve muitos problemas antes do começo. Foi confuso desde o primeiro momento, desde a chegada do Sampaoli. No começo parecia que a coisa ia bem, mas logo terminou como tinha que terminar”, finalizou Di María.

Sampaoli foi demitido após a Copa do Mundo e, em seu lugar, Lionel Scaloni foi escolhido para comandar a Argentina. O substituto era auxiliar do atual treinador do Santos e tem boa relação com Messi e com o restante do elenco. Depois de uma renovação na lista de convocados, a equipe albiceleste chega na Copa América com a expectativa de brigar pelo título. O time estreia no sábado, contra a Colômbia, às 19h, no estádio Fonte Nova.

Da Gazeta Esportiva