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Descarte irregular de entulhos coloca saúde da população em risco

Diante de problemas globais de saúde pública, como a pandemia de coronavírus, devemos dobrar a atenção a outras ameaças.

Imagem: Reprodução pixabay.com

O mundo está enfrentando uma de suas piores crises de saúde pública desde que a Organização Mundial da Saúde reconheceu o espalhamento do novo coronavírus como uma pandemia. Casos da doença COVID-19 se espalha pelo mundo vitimando, principalmente, idosos e pessoas com problemas de imunidade pré-existente.

Enquanto as medidas necessárias são tomadas pelos governos e cidadãos para evitar a lotação do sistema público de saúde, não podemos nos descuidar de outros riscos que podem aumentar as demandas a esses serviços.

Segundo a Abrelpe (Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), o Brasil produziu 79 milhões de toneladas de resíduos sólidos somente durante o ano de 2018. Dentro dessas verdadeiras montanhas de lixo, grande parte é descartada de maneira inadequada, principalmente os ditos entulhos.

Além das dificuldades e até certo grau de descaso dos órgãos públicos quanto ações efetivas da limpeza urbana há também a falta de responsabilidade de pessoas e empresas na hora de descartar seus resíduos.

Entulho e lixo abandonados nas ruas ou em terrenos baldios são pontos críticos para atração de insetos e pragas e, consequente, a transmissão de doenças facilmente evitáveis com medidas sanitárias simples.

Outro ponto crucial é o possível acúmulo de água, vetor para a procriação do aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças graves como a dengue, zika vírus, chikungunya e a febre amarela urbana. Em 2019, o Brasil registrou 754 mortes por dengue pelo país e mais 1.527.119 prováveis casos.

É válido ressaltar que essas doenças demandam tratamento clínico e que os sistemas de saúde não comportarão todos os pacientes durante a pandemia de coronavírus.

O enfrentamento do problema

Cabe aos cidadãos sempre amarrar bem seus sacos de lixo e destinar esses resíduos adequadamente à coleta urbana. Se possível, é importante separar o lixo reciclável e encaminhá-lo para coleta seletiva ou cooperativas de catadores. Quando existir a necessidade de descartar entulhos, o procedimento correto é entrar em contato com a prefeitura e seguir suas orientações.

Para as empresas, as responsabilidades sobre o descarte de entulhos são ainda maiores. Estes geradores de resíduos devem sempre contratara tratadores homologados e exigir seus documentos que comprovem sua homologação, como o Manifesto de Transportes de Resíduos (MTR) e o Controle de Transportes de Resíduos (CTR).

É importante ressaltar que as empresas também precisam emitir o MTR para prestar dados sobre seus resíduos. Nele deve haver informações como dados do gerador, natureza do resíduo e sua destinação final.

Para as empresas já habituadas a todo processo de gerenciamento de resíduos, vale a pena lembrar que a emissão do MTR pode ser feita online, de acordo com o guia completo disponibilizado pela VG Resíduos, startup especializada em solução para o gerenciamento de processos e controle de resíduos sólidos.

Suas ferramentas e softwares incluem inteligência artificial e big data para controles apurados, geração de relatórios e indicadores e até uma plataforma que conecta vendedores e compradores de entulhos e descartes industriais. Recentemente, a VG Resíduos conquistou a Certificação B de Avaliação de Impacto, uma das poucas empresas do Brasil a alcançar as diretrizes necessário para seu nível socioambiental.

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