População precisa cuidar do quintal de sua residência, evitando focos do mosquito – Divulgação

O LIRA é o levantamento rápido do índice de infestação, ou seja, de forma rápida e segura através de estudos estatísticos e probabilidade consegue-se medir o risco de epidemia de uma cidade. O levantamento é feito pelos agentes de campo, realizado a cada dois meses, tempo de um ciclo da larva do mosquito Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue e da febre amarela urbana.

O último LIRA feito, e o primeiro do ano 2020 em Maracaju, o resultado deixou novamente o setor epidemiológico em alerta. De acordo com as informações passadas 80 % dos imóveis, residências com moradores, apresentaram problemas e os agentes encontraram todo o tipo de sujeira que acumula água da chuva e com isso o houve um aumento considerável de larvas do mosquito tendo um índice 2.1 considerado alto pelo ministério da saúde.

Mas, além das larvas os agentes encontraram uma grande quantidade de escorpiões nas residências. De acordo com Mário Zan Batista, coordenador do Departamento de Endemias, a população está esquecendo de fazer a sua parte, que é apenas cuidar do quintal de sua residência, os terrenos baldios também são fatores preocupantes, ainda segundo ele, se continuar assim a tendência e aumentar os números. “Hoje não existe no Brasil, o inseticida para fazer o bloqueio, e no Mato Grosso do Sul tem cidades que já estão tendo epidemia de dengue, só este ano foram 133 casos notificados e 3 mortes no Estado. Maracaju foram três notificações, e sem inseticida nada pode ser feito a não ser orientar, ou a população nos ajuda, ou perdemos a luta”, disse Mário.

Orteco