De projetor de cinema à documentos históricos, relíquias relembram memórias de Dourados

São dois museus no município, um no Terminal Rodoviário e outro em Indápolis – Foto: Acervo

Foi através das lentes do projetor movido a carvão que os douradenses assistiram o primeiro filme no Cine Ouro Verde, em 1957. No Dia Internacional dos museus, comemorado nesse 18 de abril, o secretário de Cultura Francisco Kinho Chamorro lembra a importância de conservar a história. “Os museus exercem um significado extremamente relevante. Podemos olhar para o nosso passado e aprimorar o futuro”, relata.

Dourados conta com dois museus, um que fica no Terminal Rodoviário Renato Lemes Soares e outro no distrito de Indápolis, com acervo da colônia agrícola. Para a diretora de Cultura do município, Andiara Pacco Coquemala, esses locais carregam diversas atribuições desde a preservação da memória cultural de uma sociedade, bem como são responsáveis pelo patrimônio material ou imaterial. “O Museu Histórico de Dourados é um lugar carregado de riqueza cultural, possui um acervo riquíssimo que retrata a história do município, sua criação e formação sociocultural: acervo indígena, dos pioneiros, instrumentos de trabalho, de imagem e som, dentário e médico, gabinete dos prefeitos e sala de estudos, todos esses bens salvaguardam a Cultura de Dourados que poderá ser contemplada por diversas gerações”, explica.

O contato com a história permite também educação. É o espaço ideal para despertar a curiosidade, estimular a reflexão e o debate. Fechado ao público, temporariamente, devido a pandemia da Covid-19, no local é possível conhecer de pioneiros de Dourados, como de Marcelino Pires, natural de Jataizinho – PR, chegou na cidade em 1903, tomando posse de uma grande área de terras da Fazenda Alvorada. Marcelino doou parte de suas terras para povoação da cidade.

No local há ainda computadores, entre eles um “microcomputador”, o sistema 700, microcomputador fabricado no Brasil pela Prológica entre 1981 e 1985. Tem ainda um Rádio Amador de 1968, máquinas de escrever até um trilho da Linha Férrea da Estação de Itahum.

Os visitantes podem conferir ainda arquivos dos jornais impressos que circularam em Dourados, e um clipping de revistas nacionais. “Estamos organizando todo material e fazendo curadoria para que, assim que estiver autorizado o retorno, a população possa visitar o museu e as escolas possam retomar as programações com a cultura”, esclarece o secretário.

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